Postagens

Mostrando postagens de Janeiro, 2019

Reflexão do Evangelho - Domingo, 27 de janeiro

Imagem
Reflexão do Evangelho Domingo, 27 de janeiro Lc 1,1-4; 4,14-21 – O sentido da vida cristã (Jesus em Nazaré)

De modo eloquente, o Evangelho fala da restauração do sentido da vida humana, mediante o sacrifício do egoísmo. Porém, o mesmo Evangelho não deixa de ressaltar que possuímos um valor integral e uma dignidade insofismável. Criados à imagem e semelhança de Deus, trazemos a marca indelével da bondade e do amor divino. Sem abolir a sua transcendência, Deus é uma presença, que, desde a criação, nos impele a uma progressão inexaurível, no curso da qual, mais e mais, chegamos à verdade de nós mesmos. Portanto, é inconcebível pensar que o mal do egoísmo esteja em não se valorizar a si mesmo; ele reside, precisamente, no fato de não atribuir aos outros o mesmo valor e respeito que temos para conosco. O egoísta afirma ser tudo, na tentativa de reduzir os outros a nada. Vale lembrar as palavras insistentes do Mestre, ao nos comunicar o amor, cujo potencial de realização exige comunhão, iguald…

Reflexão do Evangelho - Domingo,20 de janeiro

Imagem
Reflexão do Evangelho Domingo, 20 de janeiro Jo 2, 1-11 - Bodas de Caná

    Em Caná, cidade não muito distante de Nazaré, encontram-se Jesus, Maria e os discípulos, participando de uma festa de bodas, que costumava durar, normalmente, sete dias. Em meio aos festejos, vem a faltar o vinho, bebida comum naquele tempo, sinal de amizade, de amor e de alegria. Os organizadores do evento entreolham-se, mostram-se preocupados e constrangidos. O que fazer? Alguém, dentre os convidados, nota o que se passa. É Maria, a Mãe de Jesus, que, prontamente, se dirige ao Filho. O olhar da Mãe e o olhar do Filho se encontram, e, para lá de todo conceito, ela, de modo simples e despretensioso, lhe diz: “Eles não têm vinho”. No face a face de um Filho diante de sua Mãe a transcendência não desaparece. Mas, longe de significar uma ruptura, assinala o sentido espiritual de uma missão, expresso nas palavras de Jesus: “O que há entre mim e ti? ”.    É o início da missão pública de Jesus. A partir daquele momento…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 06 de janeiro

Imagem
Reflexão do Evangelho Domingo, 06 de janeiro Mt 2, 1-12 – Epifania do Senhor

O que se entende por Epifania? Uma compreensão correta e perfeitamente adequada do que significa Epifania, que nada tem a ver com a acepção comum de “manifestação”, pode-se obter relacionando-a ao termo “glória”, em seu sentido bíblico. Se no sentido profano, glória significa a estima que uma pessoa goza entre as demais, na Bíblia, ela designa um atributo próprio da pessoa. Aliás, o contraste entre a significação profana e bíblica é um fenômeno bastante curioso da história da linguagem. O Novo Testamento, prolongando a tradição da Septuaginta, acentua o caráter religioso do termo “glória”, como um modo divino de ser: a magnificência, o poder e o esplendor de Deus. Em S. João, o termo “glória” tem um caráter claramente espiritual; ele designa a divindade de Jesus, que se revela nos sinais de seu poder, principalmente, em sua morte, ressurreição e ascensão: sua plena epifania. A descrição bíblica do relato da festa…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 13 de janeiro

Imagem
Reflexão do Evangelho Domingo, 13 de janeiro Lc 3,15-16.21-22 - Batismo de Jesus

Através das profecias, o povo judeu alimentava o antigo sonho de tornar-se imortal; elas, quais raios de luz, anunciavam a vinda de um Deus justo e misericordioso, o Messias, por quem “todo Israel seria salvo”. Mas eis que, lá no deserto, uma voz vibrante bradava, apregoando a chegada de um enviado de Deus, protagonista de um mundo novo. Porventura, não seria ele o Messias? Aquele que romperia as “barreiras de separação”, entre judeus e pagãos, e edificaria um Templo espiritual, no qual todos teriam o mesmo acesso ao Pai celestial? Seu nome era João Batista, mas sua missão era bem outra. Ele próprio, numa atitude de sincera humildade, declara não ser nem mesmo digno de desatar as correias de Suas sandálias. Estando ele a falar, inesperadamente, para seu espanto, um vulto, que mais parecia uma miragem, se aproxima dele para ser batizado. João o pressente em seu coração. Meio atordoado, observa S. Gregório Naz…