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Mostrando postagens de 2019

Reflexão do Evangelho - Domingo, 15 de setembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 15 de setembro Lc 15,1-3.11-32 – Deus, Pai misericordioso

    Pai misericordioso, solícito, pronto a perdoar e acolher, em sua inesgotável bondade, os pecadores arrependidos. Mas, como isso ecoa em nossos ouvidos! Amor infinito... Direito de as pessoas se abraçarem como irmãos e irmãs? Aí começa a se realizar o Reino de Deus... Início de um mundo novo! Jesus nos ensina a viver, a amar, a perdoar. E nós, quais cidadãos do Reino, percebemos a proximidade concreta de Deus e alcançamos nossa autêntica realização como pessoa humana. Essas palavras são ilustradas por Jesus, através da parábola do filho pródigo. Breve história de um jovem, que esbanjou, totalmente, em terras distantes, o que tinha recebido em herança. Se, no primeiro momento, tudo era agradável, alegria, logo depois, terminado o dinheiro, nada tinha para se sustentar... Mesmo a comida dos porcos lhe era recusada... Pensa no lar, no pai... No fundo do seu coração, forte arrependimento: “Ah! Qu…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 08 de setembro

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Reflexão do Evangelho Domingo – 08 de setembro Lc 14, 25-33, Renúncia: “Conversão do coração”

De noite, para evitar a ironia de seus colegas fariseus, Nicodemos vai ao encontro de Jesus, que lhe diz: “Se alguém não nascer ‘de novo’, ‘do alto’, não poderá ver o Reino de Deus”. É imprescindível estar orientado para o Pai, que não desampara a quem n’Ele confia. Para que os discípulos estivessem preparados e prontos para a missão de anunciar o Evangelho do amor e da misericórdia, o Mestre lhes faz, de modo incisivo, algumas advertências, fortes e provocadoras. No Evangelho de hoje, não poucos ficam surpresos e até espantados, ao ouvi-l’O dizer: “Se alguém vem a mim, mas não odeia (misei – miséw) seu pai e sua mãe, seus irmãos e suas irmãs e até a própria vida, não poderá ser meu discípulo”. Ora, o verbo “odiar”, segundo um modo de falar semítico, significa: “Ter em menos conta”. Jesus o utiliza para realçar a necessidade de os discípulos não atribuírem um valor supremo às realidades do mu…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 01 de setembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 01 de setembro Lc 14, 1.7-14 - Escolha dos primeiros lugares

Tendo sido convidado para um banquete, Jesus vê como os convidados, escribas e fariseus, acotovelando-se, buscavam os primeiros lugares à mesa. Diferentemente dos numerosos conselhos expressos nos Sapienciais sobre a boa conduta à mesa, Jesus procura despertar em seus discípulos uma atitude interior, válida, não só para aquele momento, mas para todas as circunstâncias da vida. Sem questioná-los, encorajando-os com as palavras: “Eu estou no meio de vós, como aquele que serve”, Jesus aproveita a ocasião para conduzir os discípulos, no dizer de S. Cirilo de Alexandria, “a um estilo de vida modesto, simples e digno de louvor”. Verdadeiro caminho para a vida... Segredo revelado no amor... Verdadeiro espaço de satisfação interior, que se realiza na amizade e na convivência fraterna. Fortalecido, o discípulo é mandado ao mundo. Deve testemunhar. A jornada de evangelização exigirá o desprendimento do que …

Reflexão do Evangelho - Domingo, 25 de agosto

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Reflexão do Evangelho Domingo, 25 de agosto Lc 13, 22-30 - A porta estreita
      Em seu amor, atraindo todos à comunhão de vida com o Pai, Cristo demoliu a barreira de separação entre judeus e pagãos. Tocados pela graça, todos descobrem um panorama maravilhoso sobre a fraternidade, a liberdade, a reconciliação: tornam-se advogados da paz. A salvação é compreendida não simplesmente como salvação da alma, mas como expressão de um mundo em estado de santidade: justo, reto e verdadeiro. Em nosso próprio destino... A incansável iniciativa do Senhor nos atinge... Amor único e universal! Todos admitidos na mesma herança... Marcados por uma esperança aberta à harmonia, à justiça, à comunhão fraterna. Mas eis que, a caminho de Jerusalém, alguém pergunta a Jesus: “É pequeno o número daqueles que se salvam?”. Sim e não. Pois o importante não é saber quantos são os que entrarão no Reino de Deus; importante é decidir-se por Ele. Por isso, com autoridade, superando os escribas e doutores da Lei, Ele …

Reflexão do Evangelho - Domingo, 18 de agosto

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Reflexão do Evangelho Domingo, 18 de agosto Lc 1,39-56 – Assunção de Nossa Senhora

Mulher simples, generosa, atenta às moções divinas, morando numa casa modesta e humilde, assim era Maria, prometida em casamento a José, o carpinteiro. De repente, estando ela em oração, uma voz angelical a surpreende: “Ave, cheia de graça” – “kecharitwméne”. Em grego, a forma verbal do perfeito no passivo indica que ela é cumulada da graça divina, de modo definitivo. O temor sagrado, que invade Maria, provém menos da aparição do anjo, e mais do anúncio que ele lhe faz: “O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo armará sua tenda sobre ti. E é por isso que o Santo gerado de ti será chamado Filho de Deus” (Lc 1,35). Manifestação suprema da benevolência divina para com Aquela humilde jovem de Nazaré! O Espírito Santo encontra em Maria uma mente e um coração abertos para acolher Jesus. Nela se dá a humanização do Filho de Deus, a quem ela se uniu, de modo único, levando S. Agostinho a exclamar…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 04 de agosto

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Reflexão do Evangelho - Domingo, 04 de agosto Lc 12,13-21 – Ajuntar tesouros? Quais?
Ao contrário de João Batista, Jesus, Profeta da salvação, anuncia a vinda do Reino de Deus, não como julgamento, mas como manifestação da misericórdia divina. Ele nos fala de um Deus próximo a nós, um Deus que é Pai, Pai bondoso e amigo, mesmo para com os pecadores. Enquanto falava, do meio da multidão, uma voz... um jovem, que Lhe pede: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. A resposta não é imediata... Um momento... O silêncio é importante. O olhar de Jesus percorre os ouvintes... Ele deseja provocar a fé, levar seus ouvintes a se voltarem para o Pai. Suas palavras... qual voz do segredo, recomenda-lhes: “Precavei-vos cuidadosamente de todo tipo de ganância... Mesmo na abundância a vida do homem não é assegurada por seus bens” . Conta-lhes, então, a parábola de um jovem, cuja terra produziu muitos e muitos frutos. Aquele rapaz, rico, bem de vida, olha para o futuro... Como gostari…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 28 de junlho

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Reflexão do Evangelho Domingo, 28 de julho Lc 11,1-13 - A oração do Pai-Nosso

        A Bíblia nos conserva os dados mais precisos e preciosos a respeito do ser humano. Ao apresentá-lo como criado à imagem de Deus, ela destaca, diríamos hoje, os direitos inalienáveis do homem e o amor inconteste do Criador por ele. Daí o valor e a grandeza da vida, dom sagrado, que une os seres existentes, todos, eternamente, ligados uns aos outros. Vindo do alto, Jesus nos fala de Deus, não simplesmente como seu Pai, mas como nosso Pai, para entrarmos em comunhão com Ele e com todos os seres humanos, quaisquer que sejam e onde quer que estejam. Ele não é um Pai punidor, mas aquele que garante a divina e carinhosa proteção de seus filhos e filhas. A invocação “Pai-Nosso” revela que a criação não é uma realidade estática, mas, dotada de seres dinâmicos, ela é, essencialmente, ativa. O ser humano, único e irrepetível, atraído, permanentemente, pelo amor divino, tem presente que quem despreza o irmão despr…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 21 de julho

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Reflexão do Evangelho Domingo, 21 de julho Lc 10,38-42 - A visita de Jesus à Marta e Maria A caminho de Jerusalém, Jesus passa por Betânia, distante dois a três quilômetros da Cidade santa, e dirige-se à casa de seus amigos, Lázaro e suas irmãs Marta e Maria, para descansar e se alimentar. Até aquele momento, o Evangelho se refere aos Apóstolos e aos discípulos, como aqueles que acompanham o Mestre em sua peregrinação. Agora, como que recordando a intimidade de Deus com os homens, evocada pelo Cântico dos Cânticos e pelos Salmos, o Evangelho apresenta um novo tipo de relacionamento: a convivência com alguns amigos, com os quais Ele permanece e que O socorrem em suas necessidades. Uma cena familiar configura-se aos nossos olhos: Maria, numa atitude própria dos discípulos, permanece ao lado de Jesus, ouvindo-O... Sua irmã Marta, como que apressada, corre de um lado para o outro, pois, na delicadeza de uma amizade, que jamais pensa ter feito o suficiente, organiza a recepção e prepara a r…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 14 de julho

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Reflexão do Evangelho Domingo, 14 de julho Lc 10,25-37 - O bom Samaritano
Jesus, a plena Misericórdia de Deus, nascido de Maria, assumiu a nossa humanidade: mortal, complexa, desafiadora. Eis aí, graças à Sua vinda e aos Seus ensinamentos, nossa decisiva e perene participação na vida de Deus (theosis), num único movimento, próprio da Misericórdia divina. No ápice de Sua doação ao Pai, numa trágica aventura de dimensão extraordinária, Ele reúne, na cruz, o paraíso, descrito como o lugar dos primeiros seres humanos, antes do pecado, e a realidade terrena, sintetizados no perdão ao bom ladrão: “Ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Sua pregação, seus milagres, o perdão dos pecados, sua vida pública, presença de sua divindade entre nós (theophaneia), numa orquestração toda especial, atraem todos ao amor misericordioso do Filho, que desceu ao universo, para nos elevar à plenitude divina. A união das duas naturezas, a divina e a humana, gera solidariedade, amor a Deus e ao próximo, fim últi…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 07 de julho

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Reflexão do Evangelho Domingo, 07 de julho Lc 10, 1- 9 - Missão dos setenta e dois
Não, a Mensagem de Jesus vai além das palavras! Nenhuma proposição, por mais bela que seja, é capaz de exauri-la. Ela vai ao coração, quem a ouve... não, quem a acolhe, se transforma, torna-se pessoa de paz, de bem, de unidade. Mensagem, que escapa de toda definição lógica! Jesus quer que ela chegue a todos os corações. Então, quais pregadores itinerantes, os discípulos, presentes na História, nela e por ela, hão de anunciar a ação misericordiosa de Deus, o sumo Bem, para recuperar, numa aventura de perdão e de amor, o sentido da vida, com repercussões transformadoras para o momento presente. Eles apregoam a paz, a liberdade, profundos anseios do coração humano, e comunicam a felicidade, fundamento, essencial e profundo, das diversas atividades no campo social, político, moral e religioso. No lugar do egoísmo, eles colocam o amor, que tudo atrai, que tudo une, que torna cada pessoa, como já dizia Aristótel…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 30 de junho

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Reflexão do Evangelho Domingo, 30 de junho Mt 16,13-19 – As colunas da Igreja: Pedro e Paulo
Perto da cidade de Cesareia, a caminho de Jerusalém, movido por amor, Cristo responde ao suspiro de toda a humanidade: funda a Igreja, definida, por S. Cipriano, como “povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Nossas relações, em sua base essencial, se transformam. Resgatados por Ele, que estabeleceu sua morada entre nós, tornamo-nos membros de um único povo. A contradição entre Deus e os homens passa a ser uma só: não nossa natureza, mas o pecado. No interior da Igreja, prevalece o amor, e a justiça se torna direito de todos, que se abraçam e se reconhecem irmãos e irmãs, uns dos outros. Esta igual dignidade aparece concreta e acessível em seus variados ministérios, que, animados pelo Espírito divino, se constituem instrumentos não de opressão e de poder, mas de serviço no amor. Diz Jesus a Pedro: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Ele é a rocha,…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 16 de junho

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Reflexão do Evangelho Domingo,16 de junho Jo 16,12-15 – Trindade – Fonte e modelo de comunhão
       Trindade Santa, um Deus, que, no amor, abraça tudo quanto existe. Distinta da natureza divina, a natureza humana é criada pelo Pai, que lhe concede os atributos divinos de “poder” e “bondade”. O Pai, fonte da Luz, ilumina a criação toda inteira... Comunica-lhe a divina Luz, origem de entusiasmo e de inspiração, e, como em ridente primavera, Ele a mantém no rumo certo do destino final e feliz, consequência, necessária e natural, do Seu ato amoroso. Ao Pai, nada lhe é indiferente. Não há criatura que não mereça o Seu amor. Em cada uma delas, em seu interior, de modo indelével, Ele inscreve a Sua Bondade: “Ele viu tudo o que havia feito: e era muito bom” (Gen 1,31). Sem negar jamais a unidade, a natureza humana incorre no pecado, distancia-se de Deus e rompe a comunhão com seus irmãos. Atordoante, é o amor do Pai! Ele envia ao mundo Seu próprio Filho, a segunda Pessoa da Trindade, que ass…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 09 de julho

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Reflexão do Evangelho Domingo, 09 de junho Jo 20,19-23 - A vinda do Espírito Santo(Pentecostes)

No Cenáculo, estavam os Apóstolos, em oração. Por temor, as portas estavam fechadas, as janelas cerradas, quando, de repente, Jesus se apresenta no meio deles... Uma voz, uma saudação: “A paz esteja convosco!”. Alegria, júbilo! Suas fisionomias se transformam! A esperança, aninhada em seus corações, não tinha sido vã. Cumpre-se a promessa que Ele lhes fizera: “Um pouco de tempo e já não me vereis, mais um pouco de tempo ainda e me vereis” (Jo 16,16). Olham-se, por um tempo... Logo após, Jesus mostra-lhes o lado aberto, as mãos, as marcas de sua crucifixão... Paira, sobre aquele Corpo sacratíssimo, glorioso, o Espírito Santo de Deus, pronto para renovar a humanidade... Lázaro voltou à vida; Ele é vida nova, primícias da verdadeira nova criação de Deus. Cena comovente! Suas palavras, mais fortes do que o pecado e a morte, transmitem perdão, misericórdia, amor... Soprando sobre eles, diz…

Reflexão do Evangelho - Domingo , 02 de junho

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Reflexão do Evangelho Domingo, 02 de junho Lc 24,46-53 - Ascensão de Jesus
O Senhor fala do Seu amor... Os Apóstolos querem ouvir seu coração, os segredos do Reino... Mas, após confirmá-los na fé, Ele lhes dá uma missão divina: anunciar a todos o Evangelho do amor e da misericórdia. Consumado seu “êxodo”, em Seu corpo martirizado, ostentando a chaga do lado, Jesus os abençoa. Profeta por excelência, Ele “é arrebatado ao céu, onde estará à direita do Pai”. Mas, no fim dos tempos, retornará para conduzir a Criação à sua plenitude. Desde já, um novo Reino... em gestação... a nova verdadeira criação de Deus! Ao pé da montanha, os Apóstolos, não só os três, como no Monte Tabor: o Filho do Homem, majestoso, sereno, humilde, sobe aos céus, levando consigo a humanidade toda inteira, o mundo universo. Todos, pela comunhão do corpo sagrado de Cristo, são religados ao Pai, “associados ao trono de Sua glória, depois de tê-los unidos à Sua própria natureza” (S. Leão Magno, Serm. de Ascensione, 3).�…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 26 de maio

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Reflexão do Evangelho Domingo, 26 de maio Jo 14, 20-26 – Jesus, nosso amigo

Já era noite. Jesus ceava com os Apóstolos, ambiente de familiaridade e intimidade. O olhar do Mestre perscrutava o coração de cada um deles; queria transmitir-lhes algo importante. Em meio à refeição, todos se calam diante do modo solene com que Jesus lhes fala: palavras breves, belas, verdadeiras, brotavam da Sua alma, e, em cada sílaba, todos sentiam ternura e carinho. Ouviam-nas como uma despedida: “Meus filhinhos, ainda um pouco de tempo e o mundo não mais me verá, mas quem tem meus mandamentos e os observa é que me ama. Eu o amarei e a ele me manifestarei”. Mas, pensavam eles: “O que está Ele dizendo?”. Silêncio, emoção... Voz do mistério, do amor... O Apóstolo Judas Tadeu, que ouvira com os olhos fechados, como se estivesse longe, ficou surpreso, ao ouvi-lo dizer que o mundo não mais haveria de vê-lo. Recordava-se da herança deixada por Moisés: as “Tábuas da Lei”. E eles, não mais do que um reduzido grupo…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 19 de maio

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Reflexão do Evangelho Domingo, 19 de maio Jo 13,31-35: Ser cristão, o que significa?
Em Antioquia da Síria (At 11,16), o grupo dos discípulos de Jesus recebe um nome bastante significativo. Considerados seguidores do Messias, o Ungido, em grego Christós, a administração romana, querendo distingui-los dos judeus, aos quais eles não se identificavam totalmente, acrescentaram o morfema latino de adjetivo e passaram a chamá-los de “cristãos”: aqueles que professam a religião de Cristo. Biblicamente, ser discípulo consiste em acolher e assimilar as palavras do Mestre, Jesus, que prometeu aos seus amigos não deixá-los órfãos, abandonados. Belas e verdadeiras, suas palavras iluminam os discípulos, que, amparados, com tal companhia, integram-se ao Povo do Êxodo a caminho da Terra Prometida, ou seja, é o próprio Jesus, que “se acostumou” a ser homem para conduzi-los à bondade misericordiosa do Pai. “Decidam-se, amigos: ou a vida ou o pecado!... Ambos são irreconciliáveis...”. Os que acatam a V…