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Mostrando postagens de Agosto, 2018

Reflexão do Evangelho - Domingo, 02 de Setembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 02 de setembro Mc 7,1-8;14-15.21-23 - Diálogo com os fariseus
Perante Jesus, estavam alguns rigorosos observantes da Lei, os fariseus. Jesus os recrimina. Não porque fossem rigorosos observantes da Lei. Não! Mas por causa da hipocrisia deles; escondiam-se por detrás de uma prática meramente exterior da religião. Sentiam-se intocáveis e, no dizer de S. Clemente de Roma: “Louvavam com os lábios, porém, o coração deles não era leal a Deus, nem eles eram fiéis à sua Aliança” (Carta aos Cor. 15, 1-4). Permaneciam fechados em si mesmos, pois se consideravam inspirados ou iluminados por Deus. Apresentavam-se a modo de um partido intolerante e faccioso. Embora afirmassem, na realidade, eles não se colocavam diante de Deus, e, por isso, a ideia de conversão ou mudança no modo de pensar e agir não lhes passava pela cabeça. Nem mesmo se deixavam interrogar pelas palavras do Senhor, o que lhes permitiria um crescimento interior e a abertura espiritual para vislumbrar…

Reflexão do Evangelho - Domingo – 26 de agosto

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Reflexão do Evangelho Domingo – 26 de agosto Jo 6, 60-69 - Uma palavra dura, mas não autoritária.
No azul e no sol da manhã, borboletas multicores, pássaros saltitantes, mães, que vão à fonte, alegres e confiantes, trazendo os filhos, com seus pequenos e brilhantes olhos; mães com lágrimas, que falam de ausência, de dor, de angústia. Os Apóstolos contemplam este quadro e sentem o coração vibrar diante da vida, que desponta e madura, em íntima conexão com as paisagens, os montes e os vales. A ternura os envolve, alimentando a chama sagrada do amor, e eles, “no perene nascer das criaturas”, diria Orígenes, meditam sobre o caminho direto e seguro, indicado por Aquele que tudo é, e que está presente para além do tempo: o Mestre, Jesus. Apesar do enlevo espiritual, as palavras de Jesus os surpreendem: “Eu sou o pão da Vida, o pão que desce do céu para que não morra quem dele comer”. Seu desejo é manifesto: que eles se descentrem de si mesmos, abram suas mentes e o coração para o outro, para s…

Reflexão do Evangelho – Domingo, 19 de agosto

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 19 de agosto Lc 1,39-56 – Assunção de N. Senhora

Uma mulher, simples, generosa, atenta às moções divinas, em Nazaré, numa casa modesta e humilde. Nomeada mãe dos discípulos, mãe de todos os homens, ela se chama Maria. Naquele instante, serenamente recolhida, soou-lhe aos ouvidos uma voz angelical: “O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo armará sua tenda sobre ti. E é por isso que o Santo gerado de ti será chamado Filho de Deus” (Lc 1,35). E foi àquela Virgem de Nazaré que o Deus de Abraão, Isaac e Jacó se revelou em seu amor indizível: assim aconteceu, por obra e graça do Espírito Santo, a encarnação do Filho de Deus, Jesus. Ela acreditou. Livremente, deu o seu “sim”, e levou avante sua união a Deus, no cumprimento de uma missão que a tornaria modelo de fé e de generosidade. Após o episódio das Bodas de Caná (Jo 2,1-11) e antes da cena do Calvário (Jo 19,25-27), sua presença na vida pública de Jesus aparece em alguns momentos, quais acen…

Reflexão do Evangelho – Domingo, 12 de agosto

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 12 de agosto Jo 6,41-51 – Eu sou o pão da vida A gratidão em S. Agostinho 

Em S. Agostinho, a gratidão assume a forma de uma oração de reconhecimento pelos benefícios concedidos por Deus, mediante uma prática vivida com simplicidade e fidelidade. Embora, após a leitura de Hortensius, obra de Cícero, Agostinho abrace ardorosamente a vida filosófica, ainda há algo que o deixa intranquilo e insatisfeito. Seu coração estiolava! Mas, ao ouvir S. Ambrósio, o louvor e a gratidão envolvem seu ser e ele é conduzido ao sentido “escondido” dos textos bíblicos: “Se, compreendidos segundo a letra, pareciam ensinar um erro, agora, eles mostram sua significação espiritual” (Conf. V,13), conduzindo-o para o alto (ab interioribus ad superiora), para a própria realidade de Deus. Então, uma verdadeira revolução mística se realiza em sua vida: todas suas energias naturais e sua própria identidade pessoal se orientam para acolher a ação divina, inflamando-o com a chama inextin…

Reflexão do Evangelho – Domingo, 05 de agosto

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 05 de agosto Jo 6, 24-35 - Jesus em Cafarnaum – Familiaridade com o povo.

Em Cafarnaum, Jesus se mostra tão humano: nada de gestos grandiosos, palavras arrebatadoras; com familiaridade se relaciona com o povo, criando ao seu redor uma atmosfera de alegria, de paz, de amor. De fato, para espanto dos escribas, vindos de Jerusalém, eles notam que o povo se sentia à vontade, perguntando-lhe, familiarmente: “Rabi, quando chegaste aqui?”. Sinal de um relacionamento franco, fraterno, amigo, existente entre eles, relacionamento que não descamba para o populismo ou para a demagogia; simplesmente, testemunha quão humano, compreensível e acolhedor é Jesus. Mesmo quando Jesus se define como “Filho do Homem”, em hebraico Ben Adam, expressão redundante de tipo semítico, Ele não se apresenta na postura de sacralidade de um profeta escatológico. Antes, apaixonado pela humanidade, pela qual se sacrificará, Ele deseja abraçar todas as pessoas criadas à imagem divina. Ded…