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Mostrando postagens de 2018

Reflexão do Evangelho - Domingo,18 de novembro

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Reflexão do Evangelho Domingo,18 de novembro Mt 13,24-32 - Parábola da figueira
Jesus acabara de falar do fim do mundo, suscitando dúvidas e angústia sobre o mistério do Depois. Após alguns instantes de silêncio, os Apóstolos lhe perguntam: “Quando será isso, Mestre? ”. Para que estivessem preparados e prontos para a sua vinda gloriosa, Ele lhes conta diversas parábolas, dentre as quais a de uma figueira, fonte importante de alimento para os judeus. No seu florescer, a figueira anuncia que o inverno passou e se aproxima o verão, época em que se recolhem os frutos para guardá-los. A criação encontra, de certa maneira, sentido em seu crescimento e movimento intrínseco, como consequência de ter sido criada por Deus. Não há “natureza” sem “energia” e movimento. Igualmente, a nossa realidade humana possui, em sua individualidade, graças à liberdade do amor pessoal, a capacidade de se transcender, numa ascensão inesgotável. Porém, em nossa situação existencial concreta, podemos nos deixar guia…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 11 de novembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 11 de novembro Mc 12, 41-44 - O óbolo da viúva

No Templo, mais precisamente, na praça chamada “pátio das mulheres”, onde estava o cofre para a coleta das ofertas, encontravam-se Jesus e os Apóstolos. Muitos se aproximavam do local e jogavam, como aquele homem rico, mancheias de dinheiro, sobre o piso de pedras, visando despertar a admiração de todos. O que Jesus espera é fé e vida sincera, e não grandes manifestações de piedade, nem atos de grandeza ou de vãs pretensões. Por isso, para inculcar nos Apóstolos uma fé firme e indubitável, Ele lhes diz: “Olhai para aquela mulher, uma pobre viúva, maltrapilha, que deposita no cofre apenas duas moedas de pequeno valor. Pois bem, foi esta pobre viúva que lançou mais do que todos”. Ela doa o que tinha para sua subsistência: sinal de profunda e verdadeira confiança em Deus. Ela vai além do que é negado pela força do pecado e, mesmo, pela força de sua situação de criatura humana. O gesto exprime a espontaneidade, a v…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 28 de outubro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 28 de outubro Mc 10,46-52 - Cura do cego de Jericó
Deus não se manifesta como um objeto, que possa ser apreendido pelo entendimento, mas sim como uma pessoa, uma presença, que, para além de todo conceito, toca o interior do ser humano, numa união de amor. É a supremacia do amor (agápe) sobre o conhecimento (gnosis), na relação espiritual e pessoal entre Deus e o homem. Isto se vê, de modo tocante, na cena da cura de um cego, que se coloca nas mãos misericordiosas de Jesus. Atitude de reverência, nascida da fé, que abrange a instância interior do coração, domínio misterioso onde, para lá dos conceitos e ideias, estabelece-se a comunhão no amor. Ao sair da cidade de Jericó, um cego, chamado Bartimeu, sentado à beira do caminho, suplica a Jesus: “Filho de Davi, Jesus tem compaixão de mim! ”. Ao ouvi-lo, Ele se detém e pergunta-lhe: “O que queres que eu te faça? ”. Trêmulo no corpo, firme no espírito, o cego responde: “Senhor, que eu possa ver novamente”. Se, p…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 21 de outubro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 21 de outubro Mc 10, 35-45 - O pedido dos filhos de Zebedeu
No âmago da existência, o que nos impulsiona não é propriamente um interesse geral, abstrato, mas sim uma razão viva, constante, mais de fundo, que nos envolve e se traduz em manifestações e orientações específicas, que regulam nosso agir e nossas decisões. Todavia, por vezes, os próprios Apóstolos deixam-se guiar por razões mais de superfície, mais imediatistas, na busca de honra, poder, vaidade, cargos importantes. Interpretando as palavras do Mestre como anúncio da realização messiânica do seu Reino, os dois filhos de Zebedeu vão a Jesus e pedem-lhe para ocupar os primeiros lugares, um à sua direita e outro à sua esquerda. O Mestre queria que eles estivessem imbuídos de amor, de generosidade, de cuidado, de disponibilidade; sem dúvida, havia uma ambição a ser corrigida. Mas era necessário que eles acolhessem a crítica e reconhecessem que a fé exige um confronto de base, vital, com a verdade da vi…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 14 outubro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 14 de outubro Mc 10,17- 27 - O jovem rico
        Um jovem procura Jesus com o intuito de assegurar-se da felicidade futura: “Bom Mestre, que farei para ganhar a vida eterna?”. Jesus ouve o jovem, sonda-o, penetra-lhe as intenções. Segundo uma mentalidade comum na época, o jovem julga que a posse de bens materiais é sinal das bênçãos divinas. E mais. Suas palavras parecem sugerir a ideia de que seria, também, possível alcançar a felicidade futura, através de obras, agrados e elogios. Ao responder: “Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém”, Jesus destaca que só Deus é o doador de tudo quanto é bom, inclusive a vida eterna. A seguir, procura levá-lo para lá da observância dos mandamentos, exigência válida para todos, mesmo para os gentios. Com suaves palavras, Ele destaca a necessidade de se liberar do egoísmo, que encerra o indivíduo em sua própria individualidade, separando-o de seus semelhantes, e, numa natureza fragmentária, o impede de p…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 07 de outubro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 07 de outubro Mc 10,2-12 - Perguntas sobre o divórcio
A acalorada discussão, sobre o motivo que legitimava o repúdio da própria mulher, girava ao redor das determinações do Deuteronômio, cujas expressões eram pouco precisas. Segundo a escola de Shammai, o texto bíblico devia ser interpretado em seu sentido estrito: o divórcio só seria permitido em caso de uma conduta deveras desonrante. A escola de Hillel, por sua parte, o interpretava num sentido mais amplo, segundo o qual se podia repudiar a mulher por não importa qual motivo. No mundo judaico, a mulher ocupava um lugar, relativamente, importante na sociedade e sua relação de reciprocidade e mútua responsabilidade com o homem, na caminhada para Deus, podia ser considerável. Contudo, como era comum entre os povos antigos, prevalecia a mesma mentalidade de supremacia do marido. No Cristianismo, ao proclamar a igualdade fundamental do homem e da mulher, diante de Deus e da Lei moral, mais e mais, se evidenc…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 30 de setembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 30 de setembro Mc 9, 38-43, 45-48 - O uso do nome de Jesus e o escândalo a ser evitado
Na Bíblia, dar nome a uma pessoa significa ter poder sobre ela. Assim, no relato da criação, que compreende a sucessão dos atos divinos, ao longo da história, e não apenas as primeiras obras da criação, Deus, ao designar os astros por seu nome e encarregar Adão de dar nome a cada um dos animais, revela-se supremamente pessoal e todo-poderoso, jamais confundido ou identificado com as suas criaturas. Na criação do homem à imagem de Deus, exprime-se, não a conformação de Deus ao homem, mas a intangível dignidade do ser humano, cujo nome não cabe em palavras; nenhuma proposição pode resumi-lo. Conduzido pela mão amorosa de Deus, ele é investido como mestre, corresponsável pela obra criadora, sinal do seu senhorio em relação a todas as criaturas. Presença pessoal de Deus! Porém, Ele continua sendo sempre o Desconhecido. Seu nome escapa a toda apreensão, especulativamente, ad…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 23 setembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 23 de setembro Mc 9,30-37 – Poder e ambições (Quem é o maior)

Uma das características essenciais da missão de Jesus é a sua liberdade para fazer o bem e a firme convicção de ter sido enviado para comunicar a todos, especialmente aos pobres e excluídos, a mensagem do Reino de Deus. Alimenta-o a certeza de que o Reino está presente na intimidade, a mais secreta, de cada pessoa, que experimenta, antecipadamente, a superação do momento negativo da dessemelhança e da dualidade, que acompanha o ato criador. Pois ela se sente associada à ação interior de Deus, em sua vida de unidade e de comunhão trinitária: no segredo de sua alma, cada pessoa traz os “vestígios” da vida divina, que a capacitam a viver a unidade, em comunhão com todos os seus semelhantes, para além das diferenças, quaisquer que sejam. Portanto, a perfeição ou a salvação consiste em assemelhar-se, sempre mais, a Deus, em sua vida de unidade e de amor. A caminhada é longa. A perfeição não tem um de…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 16 de setembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 16 de setembro Mc 8,27-33 – Pedro é repreendido (A confissão de São Pedro)

O Evangelho não é um simples discurso ou uma mera palavra informativa; é vida, é ação eficaz, que transforma, converte e torna presente o Reino de Deus, cerne da pregação de Jesus e dos Apóstolos. O Reino não assume configurações geográficas: o seu “lar” é a interioridade da pessoa que acolhe a Palavra do Evangelho. Aí ele lança suas raízes, cresce e se desenvolve. Sua expressão, no interior da história, é a Igreja, fundada por Jesus, sua pedra angular. A caminho das aldeias de Cesareia de Filipe, visando introduzir os Apóstolos no mistério de sua missão, Jesus dá início ao seu plano de formar e constituir a Igreja, cuja raiz e tronco é Israel, à qual ela não deixará de estar ligada. Seus horizontes, porém, estendem-se a todos aqueles que atendem à sua mensagem, e, por conseguinte, participam da eleição divina de Israel e da esperança messiânica da salvação prometida ao mundo. Com s…

Reflexão do Evangelho de Domingo, 09 de Setembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 09 de setembro Mc 7,31-37 – Luz, reflexo da glória divina (cura do surdo-mudo)

O que caracteriza a pessoa humana é sua liberdade em relação ao determinismo; é sua capacidade de superar a si mesmo, numa atitude que poderia se chamar “êxtase”. Conceito essencial que permite compreender a ação benevolente de Jesus, que, através de sua missão, procura conduzir a humanidade à sua vocação suprema: a deificação, que significa tornar-se, pela graça, uma expressão luminosa do que Deus é por natureza. O primeiro importante momento desta elevação consiste, justamente, em tomar consciência da grandeza e da aspiração a uma plenitude de vida, que está presente em cada pessoa. Eis a primeira etapa espiritual, acessível à razão natural, pressuposta pelo Senhor ao anunciar o amor a Deus e aos seus semelhantes, caminho para o ingresso no “reino” da unidade. Sempre compreensivo, Jesus é ternura para com as crianças, para com os doentes, para com os pecadores. Sua missão é d…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 02 de Setembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 02 de setembro Mc 7,1-8;14-15.21-23 - Diálogo com os fariseus
Perante Jesus, estavam alguns rigorosos observantes da Lei, os fariseus. Jesus os recrimina. Não porque fossem rigorosos observantes da Lei. Não! Mas por causa da hipocrisia deles; escondiam-se por detrás de uma prática meramente exterior da religião. Sentiam-se intocáveis e, no dizer de S. Clemente de Roma: “Louvavam com os lábios, porém, o coração deles não era leal a Deus, nem eles eram fiéis à sua Aliança” (Carta aos Cor. 15, 1-4). Permaneciam fechados em si mesmos, pois se consideravam inspirados ou iluminados por Deus. Apresentavam-se a modo de um partido intolerante e faccioso. Embora afirmassem, na realidade, eles não se colocavam diante de Deus, e, por isso, a ideia de conversão ou mudança no modo de pensar e agir não lhes passava pela cabeça. Nem mesmo se deixavam interrogar pelas palavras do Senhor, o que lhes permitiria um crescimento interior e a abertura espiritual para vislumbrar…

Reflexão do Evangelho - Domingo – 26 de agosto

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Reflexão do Evangelho Domingo – 26 de agosto Jo 6, 60-69 - Uma palavra dura, mas não autoritária.
No azul e no sol da manhã, borboletas multicores, pássaros saltitantes, mães, que vão à fonte, alegres e confiantes, trazendo os filhos, com seus pequenos e brilhantes olhos; mães com lágrimas, que falam de ausência, de dor, de angústia. Os Apóstolos contemplam este quadro e sentem o coração vibrar diante da vida, que desponta e madura, em íntima conexão com as paisagens, os montes e os vales. A ternura os envolve, alimentando a chama sagrada do amor, e eles, “no perene nascer das criaturas”, diria Orígenes, meditam sobre o caminho direto e seguro, indicado por Aquele que tudo é, e que está presente para além do tempo: o Mestre, Jesus. Apesar do enlevo espiritual, as palavras de Jesus os surpreendem: “Eu sou o pão da Vida, o pão que desce do céu para que não morra quem dele comer”. Seu desejo é manifesto: que eles se descentrem de si mesmos, abram suas mentes e o coração para o outro, para s…

Reflexão do Evangelho – Domingo, 19 de agosto

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 19 de agosto Lc 1,39-56 – Assunção de N. Senhora

Uma mulher, simples, generosa, atenta às moções divinas, em Nazaré, numa casa modesta e humilde. Nomeada mãe dos discípulos, mãe de todos os homens, ela se chama Maria. Naquele instante, serenamente recolhida, soou-lhe aos ouvidos uma voz angelical: “O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo armará sua tenda sobre ti. E é por isso que o Santo gerado de ti será chamado Filho de Deus” (Lc 1,35). E foi àquela Virgem de Nazaré que o Deus de Abraão, Isaac e Jacó se revelou em seu amor indizível: assim aconteceu, por obra e graça do Espírito Santo, a encarnação do Filho de Deus, Jesus. Ela acreditou. Livremente, deu o seu “sim”, e levou avante sua união a Deus, no cumprimento de uma missão que a tornaria modelo de fé e de generosidade. Após o episódio das Bodas de Caná (Jo 2,1-11) e antes da cena do Calvário (Jo 19,25-27), sua presença na vida pública de Jesus aparece em alguns momentos, quais acen…

Reflexão do Evangelho – Domingo, 12 de agosto

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 12 de agosto Jo 6,41-51 – Eu sou o pão da vida A gratidão em S. Agostinho 

Em S. Agostinho, a gratidão assume a forma de uma oração de reconhecimento pelos benefícios concedidos por Deus, mediante uma prática vivida com simplicidade e fidelidade. Embora, após a leitura de Hortensius, obra de Cícero, Agostinho abrace ardorosamente a vida filosófica, ainda há algo que o deixa intranquilo e insatisfeito. Seu coração estiolava! Mas, ao ouvir S. Ambrósio, o louvor e a gratidão envolvem seu ser e ele é conduzido ao sentido “escondido” dos textos bíblicos: “Se, compreendidos segundo a letra, pareciam ensinar um erro, agora, eles mostram sua significação espiritual” (Conf. V,13), conduzindo-o para o alto (ab interioribus ad superiora), para a própria realidade de Deus. Então, uma verdadeira revolução mística se realiza em sua vida: todas suas energias naturais e sua própria identidade pessoal se orientam para acolher a ação divina, inflamando-o com a chama inextin…

Reflexão do Evangelho – Domingo, 05 de agosto

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 05 de agosto Jo 6, 24-35 - Jesus em Cafarnaum – Familiaridade com o povo.

Em Cafarnaum, Jesus se mostra tão humano: nada de gestos grandiosos, palavras arrebatadoras; com familiaridade se relaciona com o povo, criando ao seu redor uma atmosfera de alegria, de paz, de amor. De fato, para espanto dos escribas, vindos de Jerusalém, eles notam que o povo se sentia à vontade, perguntando-lhe, familiarmente: “Rabi, quando chegaste aqui?”. Sinal de um relacionamento franco, fraterno, amigo, existente entre eles, relacionamento que não descamba para o populismo ou para a demagogia; simplesmente, testemunha quão humano, compreensível e acolhedor é Jesus. Mesmo quando Jesus se define como “Filho do Homem”, em hebraico Ben Adam, expressão redundante de tipo semítico, Ele não se apresenta na postura de sacralidade de um profeta escatológico. Antes, apaixonado pela humanidade, pela qual se sacrificará, Ele deseja abraçar todas as pessoas criadas à imagem divina. Ded…