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Reflexão do Evangelho – Domingo, 23 de julho

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Mt 13,24-30 – A parábola do joio, da semente boa e má



Através da parábola do joio, Jesus indica a necessidade de um agir correto do ponto de vista social e cultural, o que nos faz lembrar o anúncio dos profetas, que traçavam a imagem “utópica” de um mundo futuro de justiça e de paz. Na realidade, o Mestre conta a parábola de “um homem, que semeou boa semente no seu campo e quer ele durma, quer esteja acordado, de noite e de dia, a semente germina e cresce”. É a semente do bem, expressão da bondade divina, presente em todo ser humano, pois tudo quanto Deus criou é bom. A bondade não só define seu ser, mas também a possibilidade de ser bom em suas ações. Fato que ele ama e ao mesmo tempo teme, pois é um compromisso de significado profundamente existencial-religioso: corresponder ou não ao bem, sintonizar-se com Deus ou dele se distanciar. A partir daí o pecado não se reduz a uma transgressão moral; transportado à esfera do desapego do eu e da fé em Deus, ele se torna uma maneira de ser, …

Reflexão do Evangelho – Domingo, 16 de julho

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Mt 13,1-9 - Parábola do semeador



       Aos olhos de Jesus, estende-se uma larga e fértil planície, cheia de luz e de vida, terra pródiga, que acolhe a semente lançada por um zeloso semeador. Não longe, via-se o mar. “Saindo de casa, segundo o evangelista, Ele sentou-se” para ensinar a multidão que o ouvia atentamente. Mais tarde, muitos reconhecerão nesta passagem uma alusão ao fato de Jesus ter saído de junto de Deus para vir ao mundo anunciar a boa nova da misericórdia e do amor. Através de pequenas histórias, as parábolas, extraídas da natureza e da vida cotidiana dos ouvintes, Jesus transmite a sua doutrina. Naquele momento, Ele aproveita a cena de um semeador, em seu afã de lançar em terra as sementes, que terão destinos diversos segundo a qualidade de cada terreno. Andando passo a passo, num trabalho esperançoso, embora cansativo, o semeador deixa cair “uma parte das sementes à beira do caminho”, terreno “pisado pelos pés de todos”; elas não chegam a penetrá-lo, então os pássaro…

Reflexão do Evangelho – Domingo, 09 de julho

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Mt 11,25-30 - Evangelho revelado aos simples


      Ao redor de Jesus, os discípulos formavam um grupo itinerante, que passava de vilarejo em vilarejo, escalando os declives da estrada, muitas vezes sob um sol causticante, mas sustentados pelo olhar do Mestre e pela confiança em Deus que Ele lhes transmitia a cada instante.  Ao dirigirem sua prece como filhos que abrem ao Pai seu coração, a insegurança e as preocupações se esvaem, pois Jesus não só chamava a si as criancinhas, mas lhes dizia: “Haverá alguém dentre vós que, se o filho lhe pedir um pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? ” Confiando na benevolência de Deus, à lembrança da atitude de Jesus em suas orações, eles o chamarão de Pai. Na pessoa de Jesus, Deus se tornou próximo dos homens. “Tende fé em Deus! ”, diz-lhes Jesus, ensinando-lhes a oração do Pai-Nosso e convidando-os a confessar suas dores, incertezas e tudo aquilo que os ocupava. A atitude do Mestre: confiante, simples e espontânea…

Reflexão do Evangelho – Domingo, 02 de julho

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Mt 16,13-19 - Confissão do Apóstolo Pedro



Na bela cidade de Cesareia, reedificada pelo tetrarca Felipe, no ano 3 a.C., com o desejo de reunir toda a humanidade num único povo, Jesus pergunta aos discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou? ”. De acordo com a opinião popular, que o identificava com um dos profetas do passado, “responderam-lhe: uns afirmam que és João Batista, outros que és Elias, outros, ainda, que és Jeremias ou um dos profetas”. E vós, o que pensais? Quem sou eu, na vossa opinião? “Para além do que se via nele, diz S. Hilário, os Apóstolos pressentem algo mais”. Mas quem responde, em nome de todos, é Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus”.
Momento solene e revelador. Jesus o chama de “bem-aventurado”, pois Pedro vê o que a outros escapa. Feliz, porque “não foram o sangue nem a carne que te revelaram isto, mas sim o meu Pai que está nos céus”. O paralelismo com a epístola aos Gálatas (1,15-16) assinala quão importante é a distinção, que os teólogos, como H. de Lubac…

Reflexão do Evangelho – Domingo, 25 de junho

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Mt 10,26-33 - Falar abertamente e sem temor


      Embora não exclua a escatologia futura, Jesus insiste na transformação do momento presente, graças à alegre notícia que Ele, o Ungido profético, comunica em nome de Deus. Destinada a todos, judeus e gentios, pois seu sentido é mundial, universal, ela dá lugar a um novo tempo, em que a história celeste, até então invisível, vai se tornando urna realidade visível aqui na terra: inovação inaudita e radical, sem quebra, no entanto, de continuidade. Uma vez presente na história, ela jamais dela se afastará. Jesus quer que tenhamos uma vida de fé, pois ela é fundamental para se reconhecer até que ponto o Reino de Deus, que é paz, justiça e amor, está se realizando. Daí, para fortalecer os discípulos na fé e inculcar-lhes a certeza de que a verdade acabará prevalecendo, Ele descreve quatro antíteses: “Nada há de encoberto que não venha a ser revelado, oculto que não venha a ser conhecido”. Ademais, o que lhes foi ensinado na intimidade da vida…

Reflexão do Evangelho – Domingo, 18 de junho

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Mt 9,36-10,8 - A missão dos Doze e as recomendações de como exercê-la.



          Pouco antes de enviar os Apóstolos em missão para proclamar o Evangelho do Reino, Jesus, vendo a multidão “cansada e abatida como ovelhas sem pastor”, lhes diz: “Levantai o olhar e vede os campos de trigo, como já estão dourados e prontos para a colheita... A messe é grande e os operários são muitos poucos”. Como peregrinos errantes, eles iriam percorrer o país, ensinando a caminhar segundo os ensinamentos do Mestre, e a viver a prática de um amor incondicional a Deus e a ilimitada misericórdia para com seus semelhantes, que não exclui ninguém, nem mesmo os inimigos. De ouvintes atentos, tornam-se “pescadores de homens”, conscientes de que ir além dos poderes confiados pelo Mestre ou deturpá-los seria abuso de confiança, ou traição. Assim, revestidos de autoridade, eles partem como seus embaixadores: “Quem vos ouve, a mim ouve”.  Para exercer essa missão, que compreende curar os enfermos e expulsar os demôn…

Reflexão do Evangelho - Quinta-feira, 15 de junho

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Jo 6,51-58 - Festa do Santíssimo Corpo de Cristo




Ao cair da tarde da Quinta-feira Santa, Jesus entrou na cidade de Jerusalém, pedindo a Pedro e João que fossem à casa de “alguém” e lhe dissessem que o Mestre ia celebrar lá a Páscoa com os seus discípulos. Quando Jesus chega, tudo já está preparado: no andar de cima, uma ampla sala, pronta, varrida e sobre a mesa alguns pratos com o pão ázimo, as jarras de vinho e as taças. Na hora da ceia, segundo a tradição, todos se estendem sobre pequenos leitos baixos: João ao lado do Mestre, Pedro na frente e Judas não muito distante. Através de hinos e orações, aquele momento sagrado foi perpetuado pela Igreja nascente e será motivo de inspiração para grandes mestres como Giotto e Leonardo da Vinci. A páscoa era celebrada por família; Jesus a celebra com seus discípulos. Durante a ceia, Ele anuncia solenemente que o “tempo” está próximo e, com o coração palpitante de amor, faz o seu último e mais íntimo discurso, que o Evangelista introduz com as…