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Reflexão do Evangelho - Domingo, 13 de janeiro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 13 de janeiro Lc 3,15-16.21-22 - Batismo de Jesus

Através das profecias, o povo judeu alimentava o antigo sonho de tornar-se imortal; elas, quais raios de luz, anunciavam a vinda de um Deus justo e misericordioso, o Messias, por quem “todo Israel seria salvo”. Mas eis que, lá no deserto, uma voz vibrante bradava, apregoando a chegada de um enviado de Deus, protagonista de um mundo novo. Porventura, não seria ele o Messias? Aquele que romperia as “barreiras de separação”, entre judeus e pagãos, e edificaria um Templo espiritual, no qual todos teriam o mesmo acesso ao Pai celestial? Seu nome era João Batista, mas sua missão era bem outra. Ele próprio, numa atitude de sincera humildade, declara não ser nem mesmo digno de desatar as correias de Suas sandálias. Estando ele a falar, inesperadamente, para seu espanto, um vulto, que mais parecia uma miragem, se aproxima dele para ser batizado. João o pressente em seu coração. Meio atordoado, observa S. Gregório Naz…

Reflexão do Evangelho - Lc 2,1 - 14 - Abençoado Natal!

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Reflexão do Evangelho Lc 2, 1 – 14 - Abençoado Natal!

“Alegrem-se os céus, rejubile a terra! ” (Sl 95,11). O nascido da Virgem Maria, o Messias, é o Filho muito amado do Pai celestial, que, sem deixar de ser Deus, se tornou verdadeiramente homem. Em seu amor infinito, Deus se dignou escolher uma família, humilde, trabalhadora e piedosa, de uma região simples, afastada dos agitados caminhos da história: o pequeno vilarejo de Nazaré. Lá, Jesus viveu a maior parte de sua vida, no carinho e no amor de uma família, certamente, deslumbrado com as montanhas azuis, as belas colinas e os campos cultivados dos arredores. S. Francisco de Assis celebrava o Natal do Menino Jesus, com incrível alegria, mais que todas as outras solenidades. Certa feita, três anos antes de sua morte, no povoado de Greccio, ele pede a um homem chamado João, que lhe tinha grande amizade, para preparar a celebração do Natal. Dizia-lhe: “Quero lembrar o Menino que nasceu em Belém, os apertos que passou, como foi posto num pr…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 09 de dezembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 09 de dezembro Lc 3,1-6 – João Batista, o Pregoeiro de Deus
Conquistada pelos romanos, reinava uma relativa paz por aquela região do Mediterrâneo, que compreendia o país de Israel, uma nesga de terra, onde as palmeiras e figueiras cresciam ao lado de salgueiros e pequenos bosques. Não distante do deserto, usando “uma roupa de pelos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins”, João se autodenominava arauto da boa nova da salvação, prestes a acontecer. Vida de asceta, fiel aos seus votos de nazareno, João não bebia vinho, não cortava os cabelos, alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Qual pregoeiro, com o poder magnético do diferente, dizia ser a voz daquele que grita no deserto, anunciando o “batismo de conversão para remissão dos pecados”. Albores da paz, da alegria espiritual! Para S. Hilário de Poitiers, a atitude de João Batista era provocativa, instigadora, razão de sua tal qual ansiedade em proclamar a todos a vinda do Cristo Salvador. No…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 02 de dezembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 02 de dezembro O Reino inaugurado por Jesus

O tempo do Advento, que iniciamos hoje, nos prepara para a celebração do Natal. Como na Festa de Cristo Rei, somos levados a refletir sobre o nosso renascimento, para que, superando as aparências do mundo, testemunhemos a “verdade” de nós mesmos, revelada plenamente por Aquele que nasceu em Belém, e foi julgado e condenado por Pilatos. À pergunta de Pilatos, Jesus responde: “Eu sou Rei! ”. Palavras, que, à primeira vista, nos deixam perplexos e confusos. Teria Ele vindo para instaurar um reino material, imposto pela força das armas, pela violência? Porém, as palavras seguintes nos tranquilizam. Pois, para todos nós, que pertencemos a um povo, a uma família que, neste mundo em que nascemos, conserva em si a experiência da dinâmica do espiritual, Ele acrescenta: “Mas meu reino não é daqui, porque foi para dar testemunho da verdade que Eu vim ao mundo”. Ao dizer que seu Reino é espiritual, não se afirma que ele seja a…

Reflexão de Evangelho - Domingo, 25 de novembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 25 de novembro (Cristo, Rei do Universo – Jo 18,33-37) “A glória de Deus é o homem vivo, e a vida do homem é a visão de Deus”
O século II é um dos mais tormentosos períodos da vida da Igreja: tempo de perseguições externas e crises internas. Como se prenunciasse as transformações por que ia passar a Igreja ao longo de sua história, com notáveis figuras e sábios cristãos, guiados pela fé, desejosos de viver a paz e preservar a unidade. Foi o século de S. Irineu de Lyon, primeiro doutor da Igreja. Nascido em Esmirna, cidade próspera e florescente da Ásia Menor, ainda jovem, ele foi para Lyon, onde, ordenado presbítero, mais tarde, Bispo, “honrava seu nome, pois era pacificador, pelo nome e pela conduta”, como escrevia Eusébio de Cesareia, em sua História Eclesiástica, V, p.70. Profundamente ligado à Sagrada Escritura, ele expressa intuições, particularmente atuais, que despertam um grande interesse, sempre crescente, sobretudo, por sua leitura atenta do ser h…

Reflexão do Evangelho - Domingo,18 de novembro

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Reflexão do Evangelho Domingo,18 de novembro Mt 13,24-32 - Parábola da figueira
Jesus acabara de falar do fim do mundo, suscitando dúvidas e angústia sobre o mistério do Depois. Após alguns instantes de silêncio, os Apóstolos lhe perguntam: “Quando será isso, Mestre? ”. Para que estivessem preparados e prontos para a sua vinda gloriosa, Ele lhes conta diversas parábolas, dentre as quais a de uma figueira, fonte importante de alimento para os judeus. No seu florescer, a figueira anuncia que o inverno passou e se aproxima o verão, época em que se recolhem os frutos para guardá-los. A criação encontra, de certa maneira, sentido em seu crescimento e movimento intrínseco, como consequência de ter sido criada por Deus. Não há “natureza” sem “energia” e movimento. Igualmente, a nossa realidade humana possui, em sua individualidade, graças à liberdade do amor pessoal, a capacidade de se transcender, numa ascensão inesgotável. Porém, em nossa situação existencial concreta, podemos nos deixar guia…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 11 de novembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 11 de novembro Mc 12, 41-44 - O óbolo da viúva

No Templo, mais precisamente, na praça chamada “pátio das mulheres”, onde estava o cofre para a coleta das ofertas, encontravam-se Jesus e os Apóstolos. Muitos se aproximavam do local e jogavam, como aquele homem rico, mancheias de dinheiro, sobre o piso de pedras, visando despertar a admiração de todos. O que Jesus espera é fé e vida sincera, e não grandes manifestações de piedade, nem atos de grandeza ou de vãs pretensões. Por isso, para inculcar nos Apóstolos uma fé firme e indubitável, Ele lhes diz: “Olhai para aquela mulher, uma pobre viúva, maltrapilha, que deposita no cofre apenas duas moedas de pequeno valor. Pois bem, foi esta pobre viúva que lançou mais do que todos”. Ela doa o que tinha para sua subsistência: sinal de profunda e verdadeira confiança em Deus. Ela vai além do que é negado pela força do pecado e, mesmo, pela força de sua situação de criatura humana. O gesto exprime a espontaneidade, a v…