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Mostrando postagens de junho, 2018

Reflexão do Evangelho – Domingo, 01 de Julho

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 01 de Julho Mt 16,13-19 - Confissão do Apóstolo Pedro Estando a caminho de Jerusalém, perto da cidade de Cesareia, reedificada pelo tetrarca Felipe, no ano 3 a.C., Jesus, acompanhado por seus Apóstolos, pergunta-lhes: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?”. A resposta traduz a opinião popular, que o identificava com um dos profetas do passado: “Uns afirmam que és João Batista, outros que és Elias, outros, ainda, que és Jeremias ou um dos profetas”. A expressão “Filho do homem” traz consigo a ambiguidade entre a origem humana de Jesus, “Filho de Davi, Filho de Abraão” ( Mt 1,1), e o mistério divino, apocalíptico, título indicado pelo profeta Daniel (cap. 7). Sugere-se, sem dúvida, a dualidade da natureza de Jesus, como observa S. Hilário: “Para além do que se via nele, o Cristo deixava pressentir que havia algo mais”. Daí a pergunta direta aos Apóstolos: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Chegara, finalmente, o momento de uma conve

Reflexão do Evangelho – Domingo, 24 de junho

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 24 de junho Lc 1, 57-66.80 - Natividade de S. João Batista        Para o mundo bíblico, o nome dado a alguém exprime a missão que ele desempenha no mundo; costume que se estende para designar os lugares aos quais está ligado algum acontecimento importante. Porém, por ocasião de uma de suas aparições misteriosas, Moisés é repreendido ao perguntar a Deus: “Qual é o seu nome?”. Dirá o Apóstolo S. Paulo: “Seu nome está acima de todo nome que se pode nomear não só neste século, mas também no vindouro” (Ef 1,21).       Mas quando se celebram as glórias de Deus por causa da criação, Ele recebe os nomes de tudo quanto foi criado, como Bom, Belo, Sabedoria, Amável, Senhor dos Senhores, que designam não propriamente o seu nome, mas a sua presença em tudo quanto existe, principalmente, no meio do seu Povo. Hoje, o Evangelho discorre sobre o nascimento do último dos profetas do Antigo Testamento, João Batista, que recebe por missão preparar

Reflexão do Evangelho – Domingo, 17 de junho

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 17 de junho Mc 4, 26-34 - Parábola da semente e do grão de mostarda      É na companhia de seus semelhantes que a pessoa humana encontra as condições necessárias para o seu desenvolvimento. Por sua participação na natureza comum de todos, ela transborda a realidade individual e busca as condições necessárias de sua realização. Abertura, que a coloca, livre e criticamente, diante da vida sobrenatural, não determinada por uma verdade revelada ou absoluta. Daí resulta a igualdade essencial e a mesma dignidade para todas as pessoas. Portanto, é factível afirmar que a visão cristã da criação não lhe é estranha, e que cada uma se realiza, em sua diversidade, na comunhão com todas as demais pessoas, diríamos, numa vida de Igreja, que é mais íntima e forte do que uma simples coletividade. Essa dignidade de pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fundamento da justiça e da paz, é elevada, por Jesus, o Filho de Deus, à condição da filia

Reflexão do Evangelho – Domingo, 10 de junho

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 10 de junho Mc 3,20-35 - Jesus e Belzebul A trajetória do Antigo Testamento prossegue para além do primeiro momento histórico até um segundo e essencial momento, o Novo Testamento, na íntima conexão entre o texto escrito e uma comunidade viva. E foi no interior desta história que Jesus é reconhecido, na convicção da fé, como Messias, nosso Salvador. Missionário do Pai junto aos homens, Jesus anuncia o Evangelho, a “Boa-Nova” da presença misericordiosa de Deus no meio do seu Povo. Multidões acorrem a Ele para serem curadas e libertadas: é a realidade benfazeja do Reino de Deus, acontecimento pelo qual Deus age como Senhor, para o nosso bem, pondo fim ao mundo dominado pela injustiça e maldade, e iniciando o novo mundo da paz e da justiça. Muitos creem nEle como “vindo de Deus”, porém, os escribas, descidos de Jerusalém, numa atitude hostil, afirmam que “é por Belzebul, príncipe dos demônios, que Ele expulsa os demônios”.

Reflexão do Evangelho – Domingo, 03 de junho

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 03 de junho Mc 2,23-3,6 - Colheita de espigas no dia de sábado   O ritmo sacro da semana encerra-se no sábado, marcado por um dia de encontro cultual e de repouso, de santificação e de bênção para todos, escravos e livres. É um dia reservado, especialmente, à oração e à meditação, alimentos espirituais necessários à vida interior; é também um dia de festa para celebrar a bondade de Deus e a grandeza de sua obra criadora.   Um dos traços característicos do dia de sábado, segundo o Deuteronômio (5,15), era celebrar a liberdade concedida por Deus ao povo, que estivera cativo no Egito. Louva-se a Deus por sua obra, perfeita em seu todo, também em suas partes, e se reconhece o desejo divino de um mundo de paz e de liberdade.   No tempo de Jesus, dava-se importância exagerada à observância do sábado. Alguns rigorosos observantes da Lei ficaram escandalizados ao verem os discípulos do Mestre, no dia de sábado, movidos pela fome, colherem umas e