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Mostrando postagens de Abril, 2019

Reflexão do Evangelho - Domingo da Misericórdia 2019

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Reflexão do Evangelho Domingo da Misericórdia 2019 Jo 20, 19-31 - Aparição de Jesus ao Apóstolo Tomé


O cenáculo está repleto. Todos estão lá, inclusive Tomé, mesmo sentindo-se atordoado com o entusiasmo dos outros Apóstolos, que diziam: “Vimos o Senhor”! “Não, amigos, não acredito em suas palavras”, dizia Tomé; Pedro, um pouco agitado, gesticulando, discordava dele... A discussão tornava-se acalorada. Mas, o clima era de esperança... Em todos os corações, a indelével lembrança da bondade, da paz interior e das palavras misericordiosas do Senhor. Oh! Aquelas expressões de gratuidade do amor do Mestre, suscitando um sentido de alegria, de êxtase espiritual, face ao Seu destino glorioso e à missão deles: missionários do Reino de Luz, em todo o mundo, até o fim dos tempos! De repente, com as portas bem trancadas, por medo das perseguições, uma voz, uma saudação: “A paz esteja convosco”. É a voz do Mestre, que se colocou no meio deles. “Vede as minhas mãos e os meus pés: sou eu mesmo”. E, senti…

Reflexão do Evangelho - Celebração do Tríduo Pascal 2019

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Reflexão do Evangelho Celebração do Tríduo Pascal – 2.019


Não longe de Jerusalém, no Monte das Oliveiras, Jesus está em oração. Começou a escurecer. Tudo estava tranquilo. De repente, subindo a encosta, os rumores dos que irão prendê-lo. Prostrado por terra, em oração, Ele ouve os soldados, que se aproximam. Seus passos ecoam em seus ouvidos... O suor são gotas espessas de sangue, que escorrem e embebem seus cabelos... De seus lábios brota um murmúrio, uma súplica: “Abba, Pai, se possível afaste de mim este cálice”. Eis que chegou a hora... O coração se acelera... “Pai, que se faça a tua vontade e não a minha”. No dia seguinte, a passos lentos, Ele caminha em direção ao Gólgota. Em seus ombros, o braço horizontal da cruz. Lá no alto, os golpes do martelo soam aos ouvidos dos Apóstolos... e, qual lâmina afiada, penetram o coração da Mãe, Maria. Ele, rejeitado, crucificado, Palavra do Pai encarnada, no âmago do seu adeus, volta seu olhar, doce e sereno, para os algozes e, na ternura do seu…

Reflexão do Evangelho - Domingo de Ramos, 14 de abril

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Reflexão do Evangelho Domingo de Ramos,14 de abril Lc 19,28-40 - Entrada em Jerusalém


Não era ainda Pessach, festa da primavera, ocasião em que se comemorava a partida dos judeus do Egito, e já uma multidão de romeiros, proveniente do interior de Israel e dos países vizinhos, se reunia em Jerusalém. Entrementes, em Betfagé, situada entre Betânia e o Monte das Oliveiras, os Apóstolos, a pedido de Jesus, preparavam uma montaria, um jumentinho, que O conduziria à cidade santa. Ao entrar em Jerusalém, uma pequena multidão, em desfile jubiloso, com entusiasmo e fervor, exclamava: “Hosana! Bendito o que vem como rei em nome do Senhor. Paz no céu, glória ao Altíssimo! ”. Jesus é recebido como Filho de Davi, o rei sábio e pacífico, na cidade que leva a paz impressa em seu nome. Momento de júbilo, de triunfo! Mantos e ramos são estendidos, ao longo do caminho, em sinal de respeito e de honra; à frente, as crianças correm, cantando e balouçando folhas de palmeira. Os Apóstolos, caminhando ao lado …

Reflexão do Evangelho - Domingo, 07 de abril

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Reflexão do Evangelho Domingo, 07 de abril Jo 8, 1-11 - Vai e não peques mais!

Impressionante! Ouvindo-o falar de Deus, supremamente pessoal, único e comum a todo o povo de Israel, os ouvintes de Jesus se sentem constrangidos, quando Ele passa a descrever Deus como um Pai misericordioso, que, no seu amor, enviou seu Filho para libertar os homens de suas imperfeições e torná-los participantes da vida divina. Para os escribas e fariseus era uma overdose espiritual. Pois tais palavras não faziam parte do seu mundo religioso: “Como era possível que um homem, nascido de uma mulher, Maria, fosse Filho de Deus, e pudesse introduzir-nos na comunhão divina? ”. Mas havia ainda algo que os surpreendia, sobremaneira: o modo livre de se dirigir a Deus, com uma intimidade jamais imaginada. Manifestava-se como um ser humano, totalmente imanente, que vivia, respirava, emocionava-se, mas suas atitudes e palavras, se de um lado pareciam arrebatadoras, de outro lado soavam paradoxais e, extremamente difíce…