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Mostrando postagens de Fevereiro, 2013

Reflexão do Evangelho do dia 01 de Março 2013

Sexta-feira – 01 de março Mt 21, 33-43,45-46: Parábola dos vinhateiros homicidas                         Vendido pelos irmãos, como escravo, José reconcilia-se com a sua família e a acolhe em sua casa, no Egito. Prenúncio de Jesus que, traído por um de seus discípulos e estendido no lenho da cruz, se torna presença de salvação para a família humana. Nas parábolas, ele retrata sua benevolência e o carinho para com todos. Dá-se a conhecer como paz, calor interior, luz divina e fonte de misericórdia. Ao lê-las, afastam-se de nós a frieza interior e a insensibilidade da alma, pois seu ardente amor e sua divina luz acaloram e iluminam nossos corações e nossos espíritos.   Ao descrever, na parábola dos vinhateiros homicidas, o envio de numerosos mensageiros, Jesus assinala a solicitude e o carinhoso cuidado de Deus. Os vinhateiros, porém, armam-se de agressiva violência e tributam aos mensageiros o mesmo tratamento dado aos profetas. Eles são rejeitados, maltratados e, por vezes, m

Reflexão do Evangelho do dia 28 de Fevereiro de 2013

Quinta-feira – 28 de fevereiro Lc 16, 19-31: Parábola do mau rico e do pobre Lázaro                         A parábola não fala de um rico anônimo, voluntariamente cruel ou desdenhoso. Ele simplesmente ignora o pobre, embora este permaneça à sua porta. Exclama s. Jerônimo: “Ó mais infeliz entre os homens, vês um membro do teu corpo prostrado diante da porta e não tens compaixão. Em meio às tuas riquezas, o que fazes do que te é supérfluo?” Em muitos corações brama a mesma indignação ao verem tantos famintos, desprezados e rejeitados. Quantos vivem ao lado da miséria, sem vê-la, indiferentes e alheios ao sofrimento dos indigentes. O abismo entre Lázaro, no céu, e o rico, no inferno, foi criado durante sua vida terrena. Ouve-se a dura repreensão: “Imitai a imparcialidade de Deus, e não existirão mais pobres” (S. Gregório de Nazianzo).  O nome Lázaro, dado por Jesus ao pobre, significa “Deus é meu auxílio”. Apesar de uma vida adversa e sofredora, ele não perde sua esperança em D

Reflexão do Evangelho do dia 27 de Fevereiro de 2013

Quarta-feira – 27 de fevereiro Mt 20, 17-28 - Pedido da mãe dos filhos de Zebedeu                         Referindo-se à sua morte e ressurreição, Jesus diz aos Doze Apóstolos: “O Filho do Homem será entregue aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado. Mas no terceiro dia ressuscitará”. Ao ouvir tais palavras, omemn HH a mãe dos filhos de Zebedeu dirigiu-se a ele, pedindo que “seus dois filhos se assentassem um à direita e outro à esquerda” em seu Reino. A mãe fez o pedido, mas são os filhos que recebem a resposta. Há uma ambição a ser corrigida. Aliás, não é a primeira nem a última vez que o Evangelho sublinha o desejo de precedência. Por isso, o Senhor interroga: “Podeis beber o cálice que estou para beber?” Estar com ele na glória é viver, desde agora, o abandono total e a renúncia a si mesmo. É participar de sua morte e dos seus sofrimentos. Escreve S. João Crisóstomo: “Quem procura a ostentação, enquanto o Senhor segue a humildade, não reflete a imagem de Cri

Reflexão do Evangelho do dia 26 de Fevereiro de 2013

Terça-feira – 26 de fevereiro Mt 23, 1-12: Hipocrisia e vaidade dos fariseus             Os fariseus nutrem o ideal do judeu observante. Não para se colocarem no louvor a Deus, mas para serem reconhecidos e louvados pelo povo. A vaidade, a ânsia de aparecer, domina-os. Seus ataques a Jesus multiplicam-se. Os herodianos, saduceus e escribas já tinham sido confundidos, agora era a vez dos fariseus. A Jesus, permanecem fiéis a multidão, que o escuta com prazer, e os discípulos, aos quais ele se dirige com o objetivo de instruí-los, exortando-os a evitar o duplo perigo da vaidade e da hipocrisia.             Ele os induz a respeitar Deus, despertando neles a humildade e a simplicidade de coração. O próprio Senhor não se prende, excessivamente, à prática exterior da Lei, pois seu intento é levá-los à conversão (metánoia) e a assumir, na esperança, a vivência interior da fé e da caridade. Urge passar do pecado à virtude, do erro à verdade, tema central de sua pregação, em consonânc

Reflexão do Evangelho do dia 25 de Fevereiro de 2013

Segunda-feira – 25 de fevereiro Lc 6, 36-38 - Misericórdia e gratuidade                         Ao proclamar que Deus é Pai misericordioso, a fé cristã exorta-nos à reconciliação e à paz de um coração unificado, na certeza de que “Deus é maior do que nossa consciência” (1Jo 3,20). Diante da benevolência divina, S. Francisco de Assis reconhece o Pai como “o grande e magnífico Deus”, que lhe concede o perdão e a reconciliação. Em sua própria vida, atualiza-se a surpresa do filho pródigo no encontro com o Pai que perdoa, abraça e reconcilia. De fato, todo cristão, tocado em seu íntimo, canta e agradece a Deus e ouve, em seu coração, as palavras de Jesus: “Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso”. Pois ele experimenta algo maravilhoso: o próprio Deus o purifica. Sua vida une-se à vida divina e ele saboreia a doçura da presença amorosa de Deus, envolvendo todo seu ser. É o agir gratuito, generoso e dadivoso do Senhor. Ele nada exige, ele nos ama porque é amor.     

Reflexão do Evangelho do dia 24 de Fevereiro de 2013

Domingo – 24 de fevereiro Lc 9, 28-36 - Transfiguração do Senhor                          A vida de Jesus é fonte de inspiração e referência essencial para os cristãos. O mistério da Transfiguração, por exemplo, é a chave para a compreensão da natureza humana e divina de Cristo. S. Beda observa que a “transfiguração aponta de maneira simbólica para algo além dela mesma, conduzindo-nos até à ressurreição final”. A este respeito, escreve S. Leão Magno: “Diante de testemunhas escolhidas, o Senhor desvela sua glória. Com a transfiguração, ele pretende banir do coração deles o escândalo da Cruz, de modo que a humilhação de sua paixão voluntária não perturbasse a fé dos discípulos. Por isso, ele já lhes revela a eminência de sua dignidade escondida”.               O divino Mestre sobe à montanha sabendo o que o aguarda em Jerusalém: a traição, a rejeição e a crucifixão. Move-se pelo desejo de que os Apóstolos compreendam o benefício de crer sem ter visto e possam sentir a grandeza de

Reflexão do Evangelho do dia 23 de Fevereiro de 2013

Sábado – 23 de fevereiro Mt 5, 43-48 - Amor aos inimigos             O poder do Senhor penetra e vivifica nossa vida, levando-nos a respirar o ar da ressurreição. Oculto em sua humanidade, o Filho de Deus dá-se a conhecer e, na sua bondade misericordiosa, purifica-nos de nossas faltas e pecados. Ele é a “suprema epifania” do amor incomensurável de Deus, que “nos conduz, exclama S. Agostinho, àquela luz que nossos olhos não conhecem. O olhar interior, preparado, permite-nos ver a luz que ninguém pode obscurecer”. Tornamo-nos partícipes da vida divina.         Porém, para permanecer em Deus há de se observar o mandamento do amor a Deus e ao próximo, que significa, conforme S. Boaventura, participar “do amor com o qual Deus nos ama e com o qual ele nos permite amá-lo”. Amados por Deus, nós o amamos com o próprio amor que ele nos comunica. Nesse amor, que não nega a afetividade (eros), mas a eleva, nós  amamos a todos. Pois a realidade humana (eros) sem o amor divino (ágape), não

Reflexão do Evangelho do dia 22 de Fevereiro de 2013

Sexta-feira – 22 de fevereiro Mt 16, 13-19 – Confissão de S. Pedro                Na bela cidade de Cesareia, reedificada pelo tetrarca Felipe no ano 3-2 a. C, Jesus interroga seus discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” A própria pergunta sugere um ponto de vista humano. A opinião popular identificava-o com um dos profetas do passado. “Disseram-lhe: uns afirmam que é João Batista, outros que é Elias, outros, ainda, que é Jeremias ou um dos profetas”.  Voltando-se para os Apóstolos, Jesus pergunta: “E vós quem dizeis que eu sou?” Eles pressentem, diz S. Hilário, que, “para além do que se via nele, havia algo mais”. A resposta decisiva e imediata, em nome de todos, é dada por Pedro. Não fundado em premissas puramente humanas, mas inspirado por Deus, ele proclama a sua natureza divina: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Profissão de fé, confirmada por Jesus: “Não foi carne ou sangue que te revelaram isto, e sim o meu Pai que está nos céus”. À sua identidade só se cheg

Reflexão do Evangelho do dia 22 de Fevereiro de 2013

Sexta-feira – 22 de fevereiro Mt 16, 13-19 – Confissão de S. Pedro                Na bela cidade de Cesareia, reedificada pelo tetrarca Felipe no ano 3-2 a. C, Jesus interroga seus discípulos: “Quem dizem os homens que eu sou?” A própria pergunta sugere um ponto de vista humano. A opinião popular identificava-o com um dos profetas do passado. “Disseram-lhe: uns afirmam que é João Batista, outros que é Elias, outros, ainda, que é Jeremias ou um dos profetas”.  Voltando-se para os Apóstolos, Jesus pergunta: “E vós quem dizeis que eu sou?” Eles pressentem, diz S. Hilário, que, “para além do que se via nele, havia algo mais”. A resposta decisiva e imediata, em nome de todos, é dada por Pedro. Não fundado em premissas puramente humanas, mas inspirado por Deus, ele proclama a sua natureza divina: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Profissão de fé, confirmada por Jesus: “Não foi carne ou sangue que te revelaram isto, e sim o meu Pai que está nos céus”. À sua identidade só se cheg

Reflexão do Evangelho do dia 21 de Fevereiro de 2013

Quinta-feira – 21 de fevereiro Mt 7, 7-12: Confiar no Pai - Pedi e vos será dado                                                 Não há quem não deseje se ultrapassar e aceder ao que o transcende, elevando-se a um nível novo de existência. Para nós cristãos, esse desejo, presente no coração humano, é uma centelha do bem e da verdade. Lampejo que, a pouco e pouco, nos ilumina, conferindo-nos paz e felicidade. Iluminados por Deus, participantes da luz divina, nós elevamos nossa prece ao Pai celestial, que vem, graciosamente, ao nosso encontro e confere-nos dons para além de nossas expectativas. Nós confiamos e, na oração, lançamo-nos nos braços daquele que nos afaga em sua bondade e misericórdia. Em nosso coração soa a parábola, contada pelo Senhor, sobre o amigo importuno, atendido graças à sua perseverante insistência: “Pedi e vos será dado; buscai e achareis, batei e vos será aberto”. Na atitude filial do discípulo em relação ao Pai, nosso coração bate o compasso da confiança,

Reflexão do Evangelho do dia 20 de Fevereiro de 2013

Quarta-feira – 20 de fevereiro Lc 11, 29-32: O sinal de Jonas                      Escribas e fariseus não confiam nas palavras de Jesus e não o reconhecem como o Filho de Deus. Fecham-se na sua incredulidade. Apesar disso, pedem-lhe um sinal do alto. Na paciência do amor, ele indica o profeta Jonas como o prenúncio de sua morte e ressurreição e o povo de Nínive como figura do novo Povo de Deus. O fato de os fariseus e escribas pedirem um sinal pode corresponder a um simples costume judaico, visando autenticar a pregação de um mensageiro de Deus. Mas antes mesmo de o ouvirem, um julgamento prévio é emitido: suas obras, dizem eles, proveem do demônio. Compreende-se, então, a resposta dura e severa de Jesus, comparando-os a uma geração adúltera e perversa. Jesus não os força. Fruto da graça divina, a fé descerra os olhos do coração e os abre à contemplação de Deus. Ela não tolhe a liberdade humana, pois cabe a cada um recusá-la ou acolhê-la. A fé não é obediência abstrata a um

Reflexão do Evangelho do dia 19 de Fevereiro de 2013

Terça-feira – 19 de fevereiro Mt 6, 7-15 – A oração do Pai-Nosso             Os judeus prescreviam a oração formal três vezes ao dia. Os rabinos tinham uma oração específica para cada ocasião. Por sua vez, Jesus é um homem de oração constante. Porém, alerta os discípulos contra todo tipo de formalismo, que conferiria à oração certo cunho impessoal e mecânico. Cromácio de Aquileia lembra que, “segundo as palavras do Mestre, nossa oração não é medida pela prolixidade de palavras, mas pela fé do coração e pelas obras de justiça”. S. Cirilo de Alexandria destaca que, “a loquacidade, será chamada de ‘battologia’, palavra proveniente do nome de um grego chamado Batto, autor de longos hinos, prolixos e cheios de repetições, em honra dos ídolos. Ao contrário, Jesus ordena orar com brevidade, sóbria e sucintamente, pois Deus conhece nossas necessidades antes mesmo que as exponhamos”. A pedido dos Apóstolos, Jesus comunica-lhes sua prece filial, a oração do Pai-Nosso. Preciosa herança,

Reflexão do Evangelho do dia 18 de Fevereiro de 2013

Segunda-feira – 18 de fevereiro Mt 25, 31-46:  O último julgamento                         Em geral , o fim dos tempos, descrito em termos de dissolução aterradora do mundo atual, incute medo e insegurança. Porém, ao falar de sua segunda vinda, Jesus não transmite temor, mas confiança e esperança. Na parábola, ele destaca a necessidade da vigilância, pois a confiança não dispensa a preparação adequada para o decisivo encontro com o Senhor. Na sua vinda gloriosa, todas as nações irão se prostrar diante dele. Será o cumprimento do eterno desígnio de salvação. Dirá S. João Crisóstomo: “Assim como o Senhor disse a Tomé: ‘coloque aqui teu dedo’, naquela ocasião, ele mostrará suas chagas e sua cruz, e todos hão de reconhecê-lo como aquele que foi crucificado. Eis o sinal salutar, grande, esplendoroso da benevolência divina”.  A dúvida e a incerteza, aninhadas em tantos corações, irão se dissipar. Para os cristãos, confiantes no Senhor, dar-se-á a realização da esperança, momento tri

Reflexão do Evangelho do dia 17 de Fevereiro de 2013

Domingo – 17 de fevereiro Lc 4, 1-13: Tentação de Jesus no deserto             A encarnação e a paixão de Jesus não são obras da natureza, mas determinações da vontade e do amor divino. Sem cessar, Deus vem a nós e, no seu amor, entra em nossa história e, na pessoa de seu Filho Jesus, estabelece seu Reino de amor e de paz. É a missão de Jesus. Antes de iniciá-la, Jesus tem necessidade de um tempo de jejum e de oração. Escreve o evangelista S. Lucas: “Ele foi conduzido pelo Espírito através do deserto durante quarenta dias, e tentado pelo demônio”.  O deserto era considerado um lugar de recolhimento e de oração, e, popularmente, era também visto como um espaço reservado ao espírito maligno. Para os monges, ele constituía o lugar de combate espiritual para que eles pudessem “saborear a doçura de Deus em uma sensação de total liberdade interior”. Em humilde abandono, eles suspiravam: “acendamos em nós o fogo divino entre esforços e lágrimas”.             No entanto, ficamos pa

Reflexão do Evangelho do dia 16 de Fevereiro de 2013

Sábado – 16 de fevereiro Lc 5, 27-32 -  Vocação de Mateus                         Jesus se encontra em Cafarnaum, cidade buliçosa, situada na rota de Damasco. Razão da presença aí de aduanas e dos respectivos cobradores de impostos. São os publicanos (telovai), dentre os quais se encontra Mateus, nome hebraico, provavelmente abreviação de Matatías, que significa “dom de Deus”. Jesus o chama. Na vocação de Mateus, a Tradição patrística e a literatura ascética destacam dois aspectos fundamentais: o apelo gratuito e eficaz do Senhor e a resposta pronta e incondicional de Mateus. A primeira revela a bondade e o poder do Mestre, a segunda aponta para a acolhida e disponibilidade do Apóstolo. Jesus, segundo S. Beda o venerável, “viu mais com os olhos interiores do seu amor do que com os olhos corporais. Jesus viu o publicano e, porque o amou, o escolheu, e lhe disse: Segue-me, isto é, imita-me. Ele o segue, menos com seus passos, mas muito mais com seu modo de agir, pois quem est

Reflexão do Evangelho do dia 15 de Fevereiro de 2013

Sexta-feira – 15 de fevereiro Mt 9, 14-15: Discurso sobre o jejum             Em seu fervor, os discípulos de João e os fariseus multiplicam jejuns e orações. Os profetas, porém, insistiam menos sobre a severidade do jejum e muito mais sobre a conduta justa e caritativa para com o próximo. Jesus jejuou por quarenta dias, no deserto, para mostrar que “o homem não vive só de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. A voz dos profetas plenifica-se. Pois, ao jejuar, Jesus sugere uma mudança, senão um novo relacionamento com Deus e com o mundo.             No entanto, presos às prescrições da Lei e rejeitando os ensinamentos de Jesus, os fariseus não compreendem a razão de “os discípulos não jejuarem”. Jesus, presença da ternura de Deus, quer revelar-se. É ele o esposo, descrito pelas Escrituras. Os discípulos são os amigos do noivo e participam da graça que salva. Agora, enquanto ele estiver no meio deles, eles não são obrigados a jejuar. S. Hilário comenta: “Este fato

Reflexão do Evangelho do dia 14 de Fevereiro de 2013

Quinta-feira – 14 de fevereiro Lc. 9, 22-25: Condições para seguir Jesus             Diz Jesus aos seus discípulos: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Nas palavras de Jesus, há doçura e respeito à liberdade de cada pessoa. Salienta S. João Crisóstomo: “Ele não força, não constringe, mas torna cada um senhor da sua livre escolha”. Ele veio resgatar, na misericórdia e no amor, os corações despedaçados e a humanidade pecadora. Há os que se opõem a esta reconciliação e estabelecem um conflito entre o reino de Deus e o reino das trevas. Faz-se necessário escolher, de modo claro e firme, pois “quem quer salvar a vida, vai perdê-la, mas o que perder a sua vida por causa de mim vai encontrá-la”. Escreve S. João Crisóstomo: “A vida obtida de modo indevido torna-se perdição. Pior ainda. Não há nada que a possa resgatar. Que vantagem lhe advém, mesmo ganhando o mundo, se perde a sua alma?” O sacrifício de Abraão e, mais tarde, o martírio dos Apó

Reflexão do Evangelho do dia 13 de Fevereiro 2013

Quarta-feira – 13 de fevereiro Mt 6, 1-6.16-18: A esmola em segredo                         Para os judeus, a oração, o jejum e a vigilância eram as colunas mestras da vida religiosa e constituíam os sinais característicos da pessoa piedosa. Porém, no tempo de Jesus, muitos os praticavam com o simples intuito de se mostrarem justos, sem um correlato interior. Era pura ostentação. Para Jesus, a verdadeira piedade é mais do que parecer bom ou santo. Na paciência do amor, ele adverte: “Guardai-vos de praticar a vossa justiça diante dos homens para serdes vistos por eles”. Ao invés, para evitar uma piedade puramente formal, ele aponta como referência essencial de suas ações: Deus e os irmãos.    Por isso, para os discípulos, a vanglória ou a vaidade, jamais serão parâmetros de suas atividades. Nas obras realizadas por eles resplandecerá a glória de Deus, pois o que fazem é diante de Deus e não para serem vistos pelos homens. Comenta S. João Crisóstomo, referindo-se às palavras do

Reflexão do Evangelho do dia 12 de Fevereiro de 2013

Terça-feira – 12 de fevereiro Mc 7, 1-13: Discussão sobre as tradições farisaicas                         Os pensamentos dos que o rodeiam e suas considerações evasivas não passam despercebidos, pois Jesus conhece “até suas intenções interiores mais profundas” (S. Clemente de Roma). Por isso, a pouco e pouco, ele leva seus discípulos a se desprenderem das práticas farisaicas, meramente exteriores e insuficientes. Os fariseus impunham um fardo insuportável ao povo, constrangendo-o a que o recebessem. O mandamento do amor, apregoado pelo Senhor, situa-se acima das prescrições e sacrifícios, pois o Pai rejeita ser honrado a expensas do amor devido ao próximo. Ouvindo-o, a multidão, dominada por uma visão estreita, é sacudida por um vento suave, porém gélido. Se a novidade a alegra, não deixa, igualmente, de assustá-la, desde o momento em que ela nota ser Jesus, abertamente, contrário aos escribas e fariseus. Mas algo maravilhoso dá-se, no instante de silêncio, que se segue. Uma lu

Reflexão do Evangelho do dia 11 de Fevereiro de 2013

Segunda-feira – 11 de fevereiro Mc 6, 53-56: Curas ao redor de Genesaré               Uma vez mais, Jesus encontra-se na região da Galileia, mais precisamente, em Genesaré, vasta faixa de terra fértil, situada na planície de Genesar, na margem ocidental do lago do mesmo nome. Além da multiplicação dos pães e do fato de caminhar sobre as ondas do mar, ele realiza aí muitos outros milagres. Admirado, o povo o considera mais do que um simples taumaturgo e, maravilhado com os seus ensinamentos, compara-o a Moisés, que com autoridade falava ao povo, no deserto. À mente de todos, surge a questão: não é ele o Messias? O milagre provoca curiosidade e espanto. O povo vê-se diante do inaudito e do estupendo, manifestações do milagre, que os encanta e os inebria, deixando, no entanto, na penumbra, o essencial. S. Agostinho observa: “O milagre é, principalmente, sinal da presença atuante de Deus em nossa história”. No milagre revela-se a singular filiação divina de Jesus, Filho Unigênito d

Reflexão do Evangelho para o dia 10 de Fevereiro de 2013

Domingo – 10 de fevereiro Lc 5, 1-11:   Vocação dos primeiros discípulos (A pesca miraculosa)                         Sob um sol reluzente, Jesus ordena: “Faze-te ao largo; lançai vossas redes para a pesca”. Os calejados pescadores, na hora mais propícia para a pesca, à noite, tinham trabalhado em vão. Nada tinham apanhado.   Agora, obedientes à voz do Senhor, lançam as redes e “apanham tamanha quantidade de peixes que suas redes se rompiam”. Pasmo geral. O impetuoso Pedro atira-se aos pés do Mestre e exclama: “Afasta-me de mim, Senhor, porque sou um pecador!” A voz serena do Senhor tranquiliza-o: “Não tenhas medo! Doravante, tu serás pescador de homens”. Importa manter-se unido a ele e obediente à sua Palavra. A rede será lançada e os resultados serão, sem dúvida, frutuosos. Anunciado, ao longo dos tempos, a todos os povos, o Evangelho do amor incondicional de Deus tocará muitos corações e transformará multidões. Observa S. Ambrósio: “Jesus subiu ao barco de Pedro, barco que,