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Mostrando postagens de Julho, 2018

Reflexão do Evangelho – Domingo, 29 de julho

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 29 de julho Jo 6,1-15 - A multiplicação dos pães (primeira)

No azul de uma tarde de primavera, sobre uma colina coberta por uma verde relva, encontravam-se Jesus e os Apóstolos em busca de tranquilidade e solidão. Porém, numerosas pessoas, provenientes de diversas localidades, vêm ao encontro deles, sequiosas de uma palavra confortadora e das bênçãos divinas. Sem se mostrar contrariado, mas vendo-as como que “ovelhas sem pastor”, Jesus começou a ensinar-lhes e a abençoar os enfermos. As horas passam, o dia declina, os discípulos, cansados, esperam que o Mestre as despeça, para que possam ir aos campos e vilarejos dos arredores em busca de alimento. Mas, uma vez mais, Jesus se mostra humano, familiar, próximo e não indiferente aos que o rodeiam. Olhando a multidão, “teve compaixão dela”, era como ovelhas sem pastor. O que fazer? Segundo os Apóstolos, seriam necessárias, ao menos, 200 moedas de prata, para alimentá-las; mas Jesus os surpreende, ao dizer: “…

Reflexão do Evangelho - Domingo – 22 de julho

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Reflexão do Evangelho - Domingo – 22 de julho Mc 6,30-34 – Urgência da Missão

Numa tarde de primavera, após terem retornado da pregação, que o Mestre lhes confiara, os Apóstolos, cansados, se reúnem para contar-lhe o que tinham feito e ensinado. Após ouvi-los, Jesus insiste para que eles fossem a um lugar solitário, para meditar e refazer as suas forças. Ele deseja prepará-los para o futuro, ante a possível perspectiva de uma rejeição ou perseguição. Era necessário fortalecê-los, pois a força que os animava e os inspirava provinha de Deus e pressupunha uma caminhada interior, espiritual, para se identificarem, mais e mais, a Ele, o Filho de Deus, que assumiu integralmente a nossa humanidade. Porém, a multidão que o seguia, atenta, movida por curiosidade ou agradecida pelos benefícios recebidos, pôs-se a procurá-lo. Ao desembarcar, do outro lado do lago de Genesaré, Ele se depara com um grupo enorme de pessoas, aguardando-O. Compreensivo e profundamente humano, vendo-as, “Jesus ficou t…

Reflexão do Evangelho – Domingo, 15 de julho

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 15 de julho Mc 6,7-13 – Missão dos Doze e recomendações do Senhor

Pouco antes de enviar os Apóstolos em missão para proclamar o Evangelho do Reino, vendo a multidão “cansada e abatida como ovelhas sem pastor”, Jesus lhes diz: “Levantai o olhar e vede os campos de trigo, como já estão dourados e prontos para a colheita... A messe é grande e os operários são poucos”. A partir de então, quais peregrinos errantes, os Apóstolos levarão a todos uma mensagem de esperança e de reconciliação. Formarão, mais do que uma simples coletividade, um corpo único, a Igreja, na qual as pessoas não são diluídas; ao contrário, realizam-se em sua verdadeira diversidade. Pouco a pouco, de ouvintes atentos, eles se tornam “pescadores de homens”, conscientes de que ir além dos poderes confiados pelo Mestre ou deturpá-los seria abuso de confiança, ou traição. Para exercer esta missão de cura espiritual e física, o Mestre lhes dá instruções pormenorizadas: “Que não levem nada para…

Reflexão do Evangelho – Domingo, 08 de julho

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 08 de julho Mc 6,1-6 - Jesus em Nazaré
O Evangelho é eloquente ao falar da ação redentora e santificadora de Jesus, que veio conceder ao homem a adoção filial e a imortalidade. Não se trata de obrigar-se a crer em Jesus, mas viver a partir de uma confiança profunda, anseio da alma, que proporciona um estado de segurança, de paz e de alegria. Essa presença amorosa de Deus, que nos parece, por vezes, distante, mostra-se, secretamente, bem dentro de nós, constituindo uma experiência pessoal, muito maior e mais profunda do que as curas e expulsões de demônio. Não é momento para hesitar. Vale lembrar as palavras insistentes do Mestre, em seu convite para abrirmos o coração e acolhermos o amor misericordioso do Pai; Jesus indica não só outro modo possível de viver, mas questiona nossa atitude diante da vida. Não é possível deixar-se guiar pelo subjetivismo, como critério e medida da verdade; é necessário responder com o amor a presença misericordiosa do Pai e …