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Mostrando postagens de Setembro, 2018

Reflexão do Evangelho - Domingo, 30 de setembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 30 de setembro Mc 9, 38-43, 45-48 - O uso do nome de Jesus e o escândalo a ser evitado
Na Bíblia, dar nome a uma pessoa significa ter poder sobre ela. Assim, no relato da criação, que compreende a sucessão dos atos divinos, ao longo da história, e não apenas as primeiras obras da criação, Deus, ao designar os astros por seu nome e encarregar Adão de dar nome a cada um dos animais, revela-se supremamente pessoal e todo-poderoso, jamais confundido ou identificado com as suas criaturas. Na criação do homem à imagem de Deus, exprime-se, não a conformação de Deus ao homem, mas a intangível dignidade do ser humano, cujo nome não cabe em palavras; nenhuma proposição pode resumi-lo. Conduzido pela mão amorosa de Deus, ele é investido como mestre, corresponsável pela obra criadora, sinal do seu senhorio em relação a todas as criaturas. Presença pessoal de Deus! Porém, Ele continua sendo sempre o Desconhecido. Seu nome escapa a toda apreensão, especulativamente, ad…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 23 setembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 23 de setembro Mc 9,30-37 – Poder e ambições (Quem é o maior)

Uma das características essenciais da missão de Jesus é a sua liberdade para fazer o bem e a firme convicção de ter sido enviado para comunicar a todos, especialmente aos pobres e excluídos, a mensagem do Reino de Deus. Alimenta-o a certeza de que o Reino está presente na intimidade, a mais secreta, de cada pessoa, que experimenta, antecipadamente, a superação do momento negativo da dessemelhança e da dualidade, que acompanha o ato criador. Pois ela se sente associada à ação interior de Deus, em sua vida de unidade e de comunhão trinitária: no segredo de sua alma, cada pessoa traz os “vestígios” da vida divina, que a capacitam a viver a unidade, em comunhão com todos os seus semelhantes, para além das diferenças, quaisquer que sejam. Portanto, a perfeição ou a salvação consiste em assemelhar-se, sempre mais, a Deus, em sua vida de unidade e de amor. A caminhada é longa. A perfeição não tem um de…

Reflexão do Evangelho - Domingo, 16 de setembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 16 de setembro Mc 8,27-33 – Pedro é repreendido (A confissão de São Pedro)

O Evangelho não é um simples discurso ou uma mera palavra informativa; é vida, é ação eficaz, que transforma, converte e torna presente o Reino de Deus, cerne da pregação de Jesus e dos Apóstolos. O Reino não assume configurações geográficas: o seu “lar” é a interioridade da pessoa que acolhe a Palavra do Evangelho. Aí ele lança suas raízes, cresce e se desenvolve. Sua expressão, no interior da história, é a Igreja, fundada por Jesus, sua pedra angular. A caminho das aldeias de Cesareia de Filipe, visando introduzir os Apóstolos no mistério de sua missão, Jesus dá início ao seu plano de formar e constituir a Igreja, cuja raiz e tronco é Israel, à qual ela não deixará de estar ligada. Seus horizontes, porém, estendem-se a todos aqueles que atendem à sua mensagem, e, por conseguinte, participam da eleição divina de Israel e da esperança messiânica da salvação prometida ao mundo. Com s…

Reflexão do Evangelho de Domingo, 09 de Setembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 09 de setembro Mc 7,31-37 – Luz, reflexo da glória divina (cura do surdo-mudo)

O que caracteriza a pessoa humana é sua liberdade em relação ao determinismo; é sua capacidade de superar a si mesmo, numa atitude que poderia se chamar “êxtase”. Conceito essencial que permite compreender a ação benevolente de Jesus, que, através de sua missão, procura conduzir a humanidade à sua vocação suprema: a deificação, que significa tornar-se, pela graça, uma expressão luminosa do que Deus é por natureza. O primeiro importante momento desta elevação consiste, justamente, em tomar consciência da grandeza e da aspiração a uma plenitude de vida, que está presente em cada pessoa. Eis a primeira etapa espiritual, acessível à razão natural, pressuposta pelo Senhor ao anunciar o amor a Deus e aos seus semelhantes, caminho para o ingresso no “reino” da unidade. Sempre compreensivo, Jesus é ternura para com as crianças, para com os doentes, para com os pecadores. Sua missão é d…