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Reflexão do Evangelho de quarta-feira 27 de abril

Reflexão do Evangelho de quarta-feira 27 de abril Jo 15, 1-8 - A verdadeira vide               Atentos e surpresos, os Apóstolos ouvem Jesus que, sem traços de legalismo, lhes fala de uma fé que exclui todo temor. Como era costume seu, Ele extrai da vida, do dia a dia, exemplos que chegam ao coração dos ouvintes. Assim, sem recorrer a ideias abstratas, Ele utiliza a alegoria da videira, que para os judeus simbolizava a comunidade de Israel e sugeria a ideia de paz e felicidade. Porém, para espanto dos discípulos, Ele não se refere à vinha, mas a uma vide, ou seja, a um simples pé de uva. Ele o faz para exprimir a união existente entre o tronco e os ramos, ou seja, entre Ele e os discípulos. Aliás, quem não se admira ao ouvir essas palavras, que expressam a ideia de circulação da vida divina, que proveniente dele se transfunde a todos os que acolhem seus ensinamentos e aderem à sua pessoa!     ...

Reflexão do Evangelho de terça-feira 26 de abril

Reflexão do Evangelho de terça-feira 26 de abril Jo 14, 27-31 - A paz eu vos deixo, a minha paz vos dou. A vida humana se desenvolve sob o signo da possibilidade. Pois sendo livre, o homem pode sempre modificar o ponto de partida de seu agir, conferindo-lhe a marca de “autenticidade”: ele se define e se experimenta na opção de seus objetivos e realizações. Daí a importância da comunhão e do diálogo, seja para se chegar a um reto e justo discernimento, seja para alimentar sua esperança ou orientação para o futuro: o risco de enveredar-se para o egoísmo ou para a arrogante e irracional negação da esperança, não está ausente de sua vida.   Nesse contexto, S. Agostinho, ao refletir sobre a angústia e a fragilidade do caminhar humano, experimenta a mão misericordiosa de Deus, tocando-o e convocando-o para um “nascer de novo”, questão que ele desenvolve como sendo uma qualidade fundamental do ser humano, em seu constante movimento para Deus. Dai a sua afirmação de que a vi...

Reflexão do Evangelho de segunda-feira 25 de abril

Reflexão do Evangelho de segunda-feira 25 de abril Mc 16, 15- 20 - A Ascensão de Jesus            Em breve resumo, o Evangelista alude diferentes acontecimentos, sem dar indicações precisas de tempo ou lugar. Após enviar os Apóstolos a todas as nações para anunciar o Evangelho da salvação, o vencedor da morte, Jesus, “foi arrebatado ao céu e sentou-se à direita de Deus”, donde virá no tempo da restauração de todas as coisas. Todos os que ouvissem a sua Palavra e a acolhessem com fé, seriam batizados e incorporados a Ele como membros de sua Igreja.   Jesus, em sua Encarnação, assumiu nossa humanidade, sem que sua divindade fosse diminuída e, em sua Ascensão para junto do Pai, Ele leva consigo a nossa natureza humana, incluindo-a em sua divindade. Por conseguinte, sua Ascensão, testemunhada pelos Apóstolos, não se restringe à sua pessoa, mas compreende a inteira realidade do homem e da criação, que nele se encontra numa...