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Reflexão do Evangelho - Segunda-feira 09 de Março

Reflexão do Evangelho Lc 4, 24-30 - Jesus em Nazaré Segunda-feira 09 de Março               Jesus encontra-se na sinagoga de sua cidade. Os habitantes de Nazaré estão atentos às suas palavras, pois muitos tinham ouvido falar a respeito dos seus ensinamentos e dos milagres realizados por Ele. Jesus perscruta os corações. Percebendo a incredulidade enraizada no coração dos ouvintes, no desejo de tocá-los e levá-los à conversão, diz que nenhum profeta é ouvido em sua própria terra, nem é reconhecido pelos seus parentes. Palavras duras e enérgicas. Para espanto deles, Ele acrescenta que os gentios demonstram mais fé em Deus do que os escolhidos de Israel, e exemplifica: Elias foi enviado a uma viúva, em Sarepta, na região da Sidônia, enquanto tantas outras viviam em Israel e, no tempo do profeta Eliseu, “havia muitos leprosos em Israel, todavia, nenhum deles foi curado, a não ser o sírio Naamã”. Suas palavras despertam a...

Reflexão do Evangelho - Domingo 08 de Março

Reflexão do Evangelho Jo 2, 13-25 - Expulsão dos vendedores do Templo Domingo 08 de Março         Ao entrar no Templo, Jesus expulsou os vendedores e os obrigou a abandonar o recinto da casa de Deus. Eles nem tiveram tempo de reagir, e Jesus começou a revirar as mesas dos cambistas e lançar fora os animais e soltar as pombas. O Templo é casa de oração e sinal da santidade de Deus. Particularmente, o lugar onde os judeus se reuniam: o coração do Templo nomeado “o santo”, que servia como lugar de culto e louvor divinos, e era considerado repleto da glória insuperável do Deus três vezes Santo. Para S. Ambrósio “o templo não é refúgio de mercadores, mas casa de santidade. E o próprio exercício do ministério sacerdotal não é designado, por Jesus, como um dever, ainda que sacro, mas como uma homenagem tributada a Deus, gratuitamente”. Eis que eles tinham feito do Templo, no dizer do profeta Jeremias, “uma caverna de bandidos”. O zelo pela casa do ...

Reflexão do Evangelho - Sábado 07 de Março

Reflexão do Evangelho Lc 15, 1-3.11-32 - Parábola do filho pródigo Sábado 07 de Março               Uma das mais belas passagens do Evangelho é a parábola do filho pródigo. Ela descreve, em detalhes, a conduta de dois filhos e o sentimento do pai em relação a cada um deles. O intuito de Jesus é revelar Deus como o Pai misericordioso, solícito e pronto a perdoar e a acolher em sua inesgotável bondade os pecadores arrependidos.          À atitude amorosa do pai opõe-se a reação áspera e egoísta do irmão mais velho. Para este, a misericórdia é incompreensível. Apesar de o filho mais jovem ter esbanjado o dinheiro, que ele lhe tinha dado, o pai dedica-lhe um amor inquebrantável e generoso. Longe, em terras estrangeiras, o filho mais jovem não deixa de sentir as marcas do amor do pai, presentes em seu coração. Humilhado, mas arrependido, ele retorna à casa paterna, decidido a declarar su...

Reflexão do Evangelho - Sexta-feira 06 de Março

Reflexão do Evangelho Mt 21, 33-43.45-46 - Parábola dos vinhateiros homicidas Sexta-feira 06 de Março               Refletindo paz, calor interior, luz divina e misericórdia, as parábolas retratam a benevolência e o carinho de Jesus para com todos. Na medida em que as ouvimos, afastam-se de nós a frieza interior e a insensibilidade da alma, e implantam-se em nossos corações as Leis do Reino de Deus, realidade espiritual, que nos transmite alegria, coragem e segurança.  O relato da presente parábola descreve inúmeros detalhes alegóricos, que nos reportam ao povo de Israel, descrito por Isaías como a vinha de Deus.     O envio de numerosos mensageiros à vinha assinala a solicitude e o carinhoso cuidado do Pai com seu povo. Mas os vinhateiros, arrendatários da vinha, não os recebem, armam-se de agressiva violência e os submetem ao mesmo tratamento dado aos profetas: eles são rejeitados, maltratados e...

Reflexão do Evangelho - Quinta-feira 05 de Março

Reflexão do Evangelho Lc 16, 19-31 - Parábola do mau rico e do pobre Lázaro Quinta-feira 05 de Março               A parábola não fala de um rico anônimo, voluntariamente cruel ou desdenhoso. Ele simplesmente ignora o pobre, que permanece à porta de sua casa, definhando-se. Ao contrário, o rico, requintadamente vestido, deleita-se em sua riqueza, levando S. Jerônimo a exclamar: “Ó mais infeliz entre os homens, vês um membro do teu corpo prostrado diante da porta e não tens compaixão. Em meio às tuas riquezas, o que fazes do que te é supérfluo?” Hoje, perante tantos famintos, desprezados e rejeitados, a mesma indignação brama em nossos corações. No entanto, no dizer do Papa Francisco, “muitos se acomodam e se esquecem dos outros, não veem seus problemas, suas chagas e dores. Estes caem no indiferentismo”. Na parábola, entre Lázaro, no céu, e o rico, no inferno, existe um abismo, criado ao longo da vida terrena. Lázaro...

Reflexão do Evangelho - Quarta-feira 04 de Março

Reflexão do Evangelho Mt 20,17-28 - Pedido da mãe dos filhos de Zebedeu Quarta-feira 04 de Março               A expectativa era grande. Os Apóstolos aguardavam a qualquer momento a manifestação do Reino de Deus. Com um olhar sereno, porém triste, Jesus fala de sua morte e ressurreição: “O Filho do Homem será entregue aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado. Mas no terceiro dia ressuscitará”. Absorvidos em seus pensamentos de glória, os discípulos não o entenderam bem e a mãe de João e Tiago pressente em suas palavras o anúncio da iminência da realização messiânica. Então, pede-lhe que omemn HH “seus dois filhos se assentem um à direita e outro à esquerda” do seu trono. Não é a primeira nem a última vez que o Evangelho sublinha o desejo de precedência. Mas quem recebe a resposta não é a mãe, mas sim os filhos, que alimentam a ambição de ocupar posições de destaque em seu Reino.     ...

Reflexão do Evangelho - Terça-feira 03 de Março

Reflexão do Evangelho Mt 23, 1-12 -  Hipocrisia e vaidade dos fariseus Terça-feira 03 de Março        Não tendo em vista louvar a Deus, mas serem reconhecidos e exaltados pelo povo, os fariseus mostram-se cumpridores do ideal do judeu observante. Anima-os a vaidade de aparecer e, por agirem em desacordo com o que pregam, são denominados hipócritas. Seguem a letra da Lei, não o seu espírito. Por isso, diante dos ensinamentos de Jesus, que refletem simplicidade e um modo compreensivo de interpretar a Lei, eles o rechaçam e se desviam da reta compreensão de suas palavras. Mas mesmo criticado por eles, Jesus não recua. Sem resvalar em uma religião do “ópio”, que amorteceria o sofrimento e a humilhação dos pequenos com falsas promessas, seu desejo é libertar seus seguidores da visão de um Deus “déspota”, que escraviza e tolhe a alegria da vida.        Os herodianos, saduceus e escribas já tinham sido confundidos, ago...