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Reflexão do Evangelho de Jo 6, 30-40: Eu sou o pão da vida - Terça-feira 06 de Maio e Quarta-feira 07 de Maio

Reflexão do Evangelho de Jo 6, 30-40: Eu sou o pão da vida Terça-feira 06 de Maio e Quarta-feira  07 de Maio                                                                   Ao lado de Jesus, aglomera-se uma multidão. De modo claro e singelo, Ele acaba de afirmar: “Eu sou o pão da vida”. As pessoas se entreolham e um murmúrio se eleva. Sobretudo porque a estas palavras Jesus acresceu uma referência ao maná dado por Moisés, no deserto, que “vossos pais, diz Ele, comeram e, no entanto, morreram”. Ao contrário, o pão, ao qual Ele se refere, desceu do céu e é garantia de vida eterna, pois quem dele comer não morrerá. Diante destas palavras, muitos, inclusive os Apóstol...

Reflexão do Evangelho de Jo 6, 22-29: Jesus em Cafarnaum - Segunda-feira – 05 de Maio

Reflexão do Evangelho de Jo 6, 22-29: Jesus em Cafarnaum Segunda-feira – 05 de Maio                     Entendemos a pregação de Jesus não como uma palavra abstrata, simplesmente informativa, mas como experiência da palavra humana, que estabelece um diálogo vital e pessoal com os seus ouvintes. Em sua peregrinação, Jesus e os Apóstolos entram na cidade de Cafarnaum. “Caphar” significa campo, “naum” consolação ou formoso. E, nesse campo de consolação, suas palavras causam impacto, deixando muitos “extasiados com as suas palavras, porque lhes ensinava com autoridade e não como os escribas”. No dizer de S. Jerônimo, “ele ensinava como Senhor, não se apoiando em outra autoridade superior, mas a partir de si mesmo”. Por isso, os escribas vindos de Jerusalém o acusam de falta de respeito pela “tradição dos pais”. Jesus não rebate, nem se justifica. De modo suave e tranquilo, causa-lhes, mais uma vez, impact...

Domingo 04 de Maio - Reflexão do Evangelho de Lc 24, 13-35: Os discípulos de Emaús

Domingo 04 de Maio Reflexão do Evangelho de Lc 24, 13-35: Os discípulos de Emaús          Cléopas e outro discípulo puseram-se a caminho na tarde do dia em que em que as mulheres tinham falado do túmulo vazio e das aparições de Jesus. Como outros discípulos, eles não levaram a sério o que elas disseram, julgando não passar de meras fantasias. Por isso, desconsolados e tristes, os dois afastam-se de Jerusalém, dirigindo-se às aldeias onde moravam. Emaús não era distante de Jerusalém, umas duas horas a pé. Durante o percurso, comentavam o que tinha acontecido na capital e consolavam-se mutuamente. O sol despedia-se, escondendo-se no horizonte arenoso e seco, quando a eles se juntou um estranho viajante, que lhes pergunta a causa daquela tristeza. Sem mesmo fixar seus olhos no viajante, admirados, eles lhe perguntam: “Tu és o único forasteiro em Jerusalém que ignora os fatos que nela aconteceram nestes dias?” “Quais?, disse-lhes ele”. E Clé...

Sábado 03 de Maio - Reflexão do Evangelho de Jo 14, 6-14 - Eu sou o caminho, a verdade e a vida

Sábado 03 de Maio Reflexão do Evangelho de Jo 14, 6-14 - Eu sou o caminho, a verdade e a vida                   Jesus é o caminho para o Pai. Caminho prefigurado pelo povo de Israel, conduzido por Moisés, através do deserto, à Terra Prometida. No tempo presente, tendo “nossos olhos agora iluminados pelo colírio da fé” (S. Agostinho), percorremos a senda para o céu. Somos conduzidos não por Moisés, mas pelo divino Mediador, pois diz Jesus: “Ninguém vem ao Pai a não ser por mim”, por minha mediação. Em Jesus, Deus veio ao mundo para buscar “a ovelha desgarrada” e, “ao elevar-se aos céus, apresenta ao Pai a humanidade reencontrada” (S. Irineu). Eis o objetivo da vinda de Jesus: reconciliar-nos com Deus, para que nele encontremos a imortalidade e possamos atingir nossa plena realização.  Graças ao sangue precioso de Cristo, tornamo-nos criaturas renovadas, livres de toda iniquidade, pois, consumada ...

Reflexão do Evangelho de Sexta-feira – 02 de Maio - Jo 6, 1-15: Multiplicação dos pães

Reflexão do Evangelho de Sexta-feira – 02 de Maio Jo 6, 1-15: Multiplicação dos pães                   O capítulo sexto tem um significado todo especial no Evangelho de S. João. Jesus acaba de atravessar o lago da Galileia, subindo a um alto monte com seus Apóstolos. Atraída por sua fama e por “causa dos sinais que ele operava nos doentes”, uma grande multidão o acompanha. Quem os visse andando, por entre aquelas colinas áridas, pensaria estar diante de um novo Moisés, conduzindo o povo pelas estradas da liberdade. Falando com as pessoas e tocando-as, mais uma vez, Jesus “sentiu compaixão delas”.  Se elas estão em busca de sinais, Jesus, ao invés, quer que elas ultrapassem o aspecto miraculoso e portentoso dos milagres, para alcançar a verdadeira fé. Sua ação revela a presença de Deus e a inaudita misericórdia divina, presente no mundo.          A noite s...

Reflexão do Evangelho de 01 de Maio - Festa de São José Operário (Dia do Trabalhador) - Mt 13, 54-58 - Jesus em Nazaré

Reflexão do Evangelho de 01 de Maio - Festa de São José Operário (Dia do Trabalhador) Mt 13, 54-58 - Jesus em Nazaré                                     Era um sábado e a população de Nazaré encontrava-se praticamente toda na sinagoga. Chegou o momento da leitura da Palavra de Deus e, conforme costume dos judeus, o visitante era convidado a ler e a comentar o texto do dia. Jesus se levantou e colocou-se à frente de um rolo de papiro; Ele o abriu e leu uma passagem do profeta Isaías. Todos estavam atentos, pois tinham ouvido falar a respeito dos seus ensinamentos e dos milagres realizados por Ele. A curiosidade era grande. Pensavam e discutiam entre si quais seriam os sinais que ele iria fazer em sua própria terra. Terminada a leitura, Jesus sentou-se. Os olhos de todos fixaram-se nele. Com que olhar o veem? Orígenes diz qu...

Reflexão do Evangelho de Terça-feira 29 de Abril e Quarta-feira 30 de Abril - Jo 3, 7-15. 16-21: Encontro com Nicodemos (II)

Reflexão do Evangelho de Terça-feira 29 de Abril e Quarta-feira 30 de Abril Jo 3, 7-15. 16-21: Encontro com Nicodemos (II)                   Era noite, quando Nicodemos vai à procura de Jesus. No diálogo que se estabelece entre eles, Jesus o convoca a nascer “de novo”, que para o evangelista S. João significa nascer “do alto”. Trata-se de participar de algo que supera a realidade terrena, não se deixando determinar por ela. Quem nasce da carne e nela permanece, enclausura-se, no dizer dos monges do deserto, no egoísmo, na ganância e na cobiça. Mas quem nasce do alto obtém a adoção de filho de Deus e participa, lembra S. João Crisóstomo, “da abundância da graça, tão desejada pela humanidade”.           Ao ouvir Jesus falar do Filho do Homem, que será levantado como “Moisés levantou a serpente no deserto”, Nicodemos percebe a sugestão do Mestre: destacar-se...