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Reflexão do Evangelho - Domingo, 27 de janeiro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 27 de janeiro Lc 1,1-4; 4,14-21 – O sentido da vida cristã (Jesus em Nazaré)          De modo eloquente, o Evangelho fala da restauração do sentido da vida humana, mediante o sacrifício do egoísmo. Porém, o mesmo Evangelho não deixa de ressaltar que possuímos um valor integral e uma dignidade insofismável. Criados à imagem e semelhança de Deus, trazemos a marca indelével da bondade e do amor divino. Sem abolir a sua transcendência, Deus é uma presença, que, desde a criação, nos impele a uma progressão inexaurível, no curso da qual, mais e mais, chegamos à verdade de nós mesmos. Portanto, é inconcebível pensar que o mal do egoísmo esteja em não se valorizar a si mesmo; ele reside, precisamente, no fato de não atribuir aos outros o mesmo valor e respeito que temos para conosco. O egoísta afirma ser tudo, na tentativa de reduzir os outros a nada. Vale lembrar as palavras insistentes do Mestre, ao nos ...

Reflexão do Evangelho - Domingo,20 de janeiro

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Reflexão do Evangelho   Domingo, 20 de janeiro Jo 2, 1-11 - Bodas de Caná                    Em Caná, cidade não muito distante de Nazaré, encontram-se Jesus, Maria e os discípulos, participando de uma festa de bodas, que costumava durar, normalmente, sete dias. Em meio aos festejos, vem a faltar o vinho, bebida comum naquele tempo, sinal de amizade, de amor e de alegria. Os organizadores do evento entreolham-se, mostram-se preocupados e constrangidos. O que fazer?        Alguém, dentre os convidados, nota o que se passa. É Maria, a Mãe de Jesus, que, prontamente, se dirige ao Filho. O olhar da Mãe e o olhar do Filho se encontram, e, para lá de todo conceito, ela, de modo simples e despretensioso, lhe diz: “Eles não têm vinho”.       No face a face de um Filho diante de sua Mãe a transcendência não desaparece. Mas, longe de significar ...

Reflexão do Evangelho - Domingo, 06 de janeiro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 06 de janeiro Mt 2, 1-12 – Epifania do Senhor          O que se entende por Epifania? Uma compreensão correta e perfeitamente adequada do que significa Epifania, que nada tem a ver com a acepção comum de “manifestação”, pode-se obter relacionando-a ao termo “glória”, em seu sentido bíblico. Se no sentido profano, glória significa a estima que uma pessoa goza entre as demais, na Bíblia, ela designa um atributo próprio da pessoa. Aliás, o contraste entre a significação profana e bíblica é um fenômeno bastante curioso da história da linguagem.   O Novo Testamento, prolongando a tradição da Septuaginta, acentua o caráter religioso do termo “glória”, como um modo divino de ser: a magnificência, o poder e o esplendor de Deus. Em S. João, o termo “glória” tem um caráter claramente espiritual; ele designa a divindade de Jesus, que se revela nos sinais de seu poder, principalmente, em sua morte, ressurreiçã...

Reflexão do Evangelho - Domingo, 13 de janeiro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 13 de janeiro Lc 3,15-16.21-22 - Batismo de Jesus        Através das profecias, o povo judeu alimentava o antigo sonho de tornar-se imortal; elas, quais raios de luz, anunciavam a vinda de um Deus justo e misericordioso, o Messias, por quem “todo Israel seria salvo”. Mas eis que, lá no deserto, uma voz vibrante bradava, apregoando a chegada de um enviado de Deus, protagonista de um mundo novo.   Porventura, não seria ele o Messias? Aquele que romperia as “barreiras de separação”, entre judeus e pagãos, e edificaria um Templo espiritual, no qual todos teriam o mesmo acesso ao Pai celestial? Seu nome era João Batista, mas sua missão era bem outra. Ele próprio, numa atitude de sincera humildade, declara não ser nem mesmo digno de desatar as correias de Suas sandálias. Estando ele a falar, inesperadamente, para seu espanto, um vulto, que mais parecia uma miragem, se aproxima dele para ser batizado. João o pres...

Reflexão do Evangelho - Lc 2,1 - 14 - Abençoado Natal!

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Reflexão do Evangelho Lc 2, 1 – 14 - Abençoado Natal! “Alegrem-se os céus, rejubile a terra! ” (Sl 95,11). O nascido da Virgem Maria, o Messias, é o Filho muito amado do Pai celestial, que, sem deixar de ser Deus, se tornou verdadeiramente homem.   Em seu amor infinito, Deus se dignou escolher uma família, humilde, trabalhadora e piedosa, de uma região simples, afastada dos agitados caminhos da história: o pequeno vilarejo de Nazaré. Lá, Jesus viveu a maior parte de sua vida, no carinho e no amor de uma família, certamente, deslumbrado com as montanhas azuis, as belas colinas e os campos cultivados dos arredores. S. Francisco de Assis celebrava o Natal do Menino Jesus, com incrível alegria, mais que todas as outras solenidades. Certa feita, três anos antes de sua morte, no povoado de Greccio, ele pede a um homem chamado João, que lhe tinha grande amizade, para preparar a celebração do Natal. Dizia-lhe: “Quero lembrar o Menino que nasceu em Belém, os apertos que passou...

Reflexão do Evangelho - Domingo, 09 de dezembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 09 de dezembro Lc 3,1-6 – João Batista, o Pregoeiro de Deus        Conquistada pelos romanos, reinava uma relativa paz por aquela região do Mediterrâneo, que compreendia o país de Israel, uma nesga de terra, onde as palmeiras e figueiras cresciam ao lado de salgueiros e pequenos bosques. Não distante do deserto, usando “uma roupa de pelos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins”, João se autodenominava arauto da boa nova da salvação, prestes a acontecer.   Vida de asceta, fiel aos seus votos de nazareno, João não bebia vinho, não cortava os cabelos, alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. Qual pregoeiro, com o poder magnético do diferente, dizia ser a voz daquele que grita no deserto, anunciando o “batismo de conversão para remissão dos pecados”. Albores da paz, da alegria espiritual! Para S. Hilário de Poitiers, a atitude de João Batista era provocativa, instigadora, razão de sua tal qual ...

Reflexão do Evangelho - Domingo, 02 de dezembro

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Reflexão do Evangelho Domingo, 02 de dezembro O Reino inaugurado por Jesus        O tempo do Advento, que iniciamos hoje, nos prepara para a celebração do Natal. Como na Festa de Cristo Rei, somos levados a refletir sobre o nosso renascimento, para que, superando as aparências do mundo, testemunhemos a “verdade” de nós mesmos, revelada plenamente por Aquele que nasceu em Belém, e foi julgado e condenado por Pilatos.     À pergunta de Pilatos, Jesus responde: “Eu sou Rei! ”. Palavras, que, à primeira vista, nos deixam perplexos e confusos. Teria Ele vindo para instaurar um reino material, imposto pela força das armas, pela violência? Porém, as palavras seguintes nos tranquilizam. Pois, para todos nós, que pertencemos a um povo, a uma família que, neste mundo em que nascemos, conserva em si a experiência da dinâmica do espiritual, Ele acrescenta: “Mas meu reino não é daqui, porque foi para dar testemunho da verdade que Eu vim ao mund...