Reflexão do Evangelho - Domingo, 03 de março


Reflexão do Evangelho
Domingo, 03 de março
Lc 6, 39-45 -  Perdão e misericórdia



        Escribas e fariseus, homens da Lei, ficam surpresos com a atitude misericordiosa de Jesus. Até mesmo os discípulos se sentem perturbados, ao ouvi-lo sentenciar que quem experimenta a misericórdia divina estará pronto a perdoar e a ser benévolo para com todos.
“Não é um devaneio? Não está Ele expressando excessiva condescendência com fracos e pecadores? ”, interrogam-se eles. Jesus se cala. O silêncio é importante... é a voz do mistério... mistério de amor e de misericórdia... da fé e da missão dada por Ele a cada seguidor seu.   
A intenção do Mestre é fortalecê-los na fé, é confirmá-los na missão, que lhes tinha dado. Por isso, pergunta-lhes: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão ambos num buraco? ”.
Alguns dentre eles, insensíveis, mergulhados na sombra mais fusca, mais cinzenta do seu egoísmo, ressentem-se com essas palavras, e se esquecem dos discípulos, cuja missão era ser “luz do mundo”, anunciadores do Evangelho. Inebriados pela ambição do poder ou pelo sentimento de superioridade, em sua autossuficiência, fecham-se, e veem como pequenos seus próprios grandes erros, enquanto consideram grandes os mínimos erros dos outros, condenando-os.
A linguagem é fascinante, mas eles permanecem impermeáveis... O Senhor não os rejeita.... É um apelo, um forte apelo, para que possam remover de suas consciências as traves interiores que os impedem de acolher seus semelhantes. A mensagem do Senhor, qual raio resplandecente, quer iluminar seus corações, todos os corações, e guiá-los à profundidade inexplorável da Sabedoria divina.
Os discípulos, porém, ávidos de suas palavras, renovados, graças ao perdão, sempre oferecido pelo Pai, permanecem unidos na esperança da eterna felicidade dos “filhos de Deus”, dos “filhos da ressurreição”.  
Comparados por S. Beda, “a um homem bom que transmite o bem do bom tesouro de seu coração”, eles irão pelo mundo afora, anunciando a comunhão com Deus e a dedicação misericordiosa ao próximo, pois todos são, no amor, “o próximo”.

+Dom Fernando Antônio Figueiredo, OFM

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