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Reflexão do Evangelho - Segunda-feira, 13 de março

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Lc 6,36-38 - Não julgueis para não serdes julgados                   Ao dizer: “Não julgueis para não serdes julgados”, Jesus refere-se não a um julgamento de valor, mas à entrada definitiva no Reino de Deus. A forma verbal, no final da frase: “Para não serdes julgados”, é um “passivo divino”, em que o sujeito é Deus, pois a nenhuma criatura cabe determinar a salvação ou a decisiva comunhão na vida eterna. No entanto, situando-se no nível do relacionamento humano, Jesus alerta os discípulos contra o moralismo negativo, que se perde em generalidades, sem levar em conta a história do seu semelhante. Seu intuito é estimulá-los a crescer no amor fraterno e na prática do perdão, pois conforme um dito rabínico, “quem julga seu vizinho favoravelmente, será favoravelmente julgado por Deus”. Se por vezes, é fácil levantar um preconceito, difícil é julgar alguém de modo imparcial. No campo espiritual, no qu...

Reflexão do Evangelho – Domingo, 12 de março

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Mt 17,1-9 - Transfiguração do Senhor                         A fonte de inspiração e a referência essencial da vida cristã é a nossa solidariedade com Jesus, pois, pela sua Encarnação, nossa vida, morte, dor, sofrimento estão incluídos em sua obra redentora. Sua ressurreição, podemos dizer, é a vitória definitiva do primeiro de todos os homens; é a luz que ilumina não só o nosso futuro, mas também o momento presente como atesta a Transfiguração, evidência e certeza na fé de que o homem, caído em Adão, reergue-se em Jesus e participa, desde já, da vida feliz e eterna em Deus.   No alto da montanha, contemplando a face do Cristo transfigurado, os Apóstolos sentem-se inebriados, e, pasmos, desejam perpetuar aquele momento: “Façamos três tendas, uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.  Emocionados, eles partilham da glória de Cristo, vendo-o falar com Moi...

Reflexão do Evangelho – Sábado, 11 de março

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Mt 5, 43-48 - Amor aos inimigos         Oculto em sua humanidade, o Filho de Deus se dá a conhecer como a “suprema epifania” do incomensurável amor de Deus, demonstrado em sua bondade para com o povo. Seus seguidores, incluídos em sua vida humano-divina, hão de viver essa mesma inspiração no amor a Deus, manifestado em amor ao próximo e em serviço. Projeto da liberdade, o amor compreende, em seu aspecto humano, a afetividade ( éros ), força natural para o bem, e o amor de Deus, comunicado a nós como dom divino: amor-doação ( ágape ) do próximo e, mesmo, dos inimigos. Assim, quem deseja seguir Jesus não poderá pôr limites em seu amor. A exigência de amor é a praxe dos “filhos de Deus”, que superam as fronteiras de raça e de preconceitos, e tornam, quer o éros , força presente no coração humano, quer o amor divino ( ágape ), conaturais à sua condição humana. Por isso, sem qualquer receio, os primeiros cristãos proclamam a total compatibilidade...

Reflexão do Evangelho - Sexta-feira, 10 de março

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Mt 5, 20-26 - A nova justiça é superior à antiga A justiça evoca as boas relações entre os homens e entre eles e Deus. Neste sentido, Jesus estabelece princípios, que inspiram os filhos de Deus a vencer o mal pelo bem e amar os próprios inimigos. Daí sua recomendação: “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos céus”. Não se trata apenas da justiça distributiva, dar ao outro o que lhe é devido, mas trata-se, sobretudo, do “ser justo”, ou seja, da relação harmoniosa do homem com Deus, demonstrada, concretamente, no amor e respeito ao próximo de acordo com os ensinamentos da Aliança divina. Por isso, de modo enfático, Jesus proclama: “Não matarás, aquele que matar terá de responder em juízo”. De fato, por ser um ato contra o próprio Deus, à imagem do qual todo ser humano foi criado, é impensável tirar, de modo voluntário, a vida de alguém. S. Gregório de Nissa dirá que o ser humano é “imagem viva de Deus”, não...

Reflexão do Evangelho - Quinta-feira, 09 de fevereiro

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Mt 7, 7-12 - Confiar no Pai - Pedi e vos será dado         Desde os primeiros anos da vida da Igreja, quer nos desesperos escondidos, quer nos templos do amor e da esperança, a alegria espiritual floresce no coração dos que vivem a confiança e a simplicidade. “No espírito de criança”, os que seguem Jesus banem da vida uma visão estreita e egoísta, e adquirem um modo despretensioso de ser e de agir. A propósito, evitando ter uma alma tortuosa e inquieta, que os fizesse duvidar deles mesmos e de Cristo, eles recomendam, como condição essencial de salvação, a irrestrita confiança em Deus.         Porém, como sucede conosco, a ansiedade, qual lâmina fria, penetra o peito de muitos cristãos, levando-os à dúvida e à indecisão: será que não podíamos ter realizado algo de modo diferente? Ansiedade significa ter duas mentes, sentir-se aflito por julgar ter errado ou cometido uma falha, que bate à porta do seu coraçã...

Reflexão do Evangelho - Quarta-feira, 08 de março

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Lc 11,29-32 - O sinal de Jonas                 Atenta, a multidão ouvia Jesus falar que o amor a Deus e aos homens era mais importante do que as múltiplas tradições e prescrições, estabelecidas pelos fariseus e escribas. Sua incondicional obediência à vontade do Pai mostra que a atitude geral de sua vida é servir por amor e que o seu mandamento de amar o próximo exige mais do que a Lei, pois a noção de “próximo” abrange também o inimigo. Se os fariseus tinham em vista a santidade e a pureza de Israel, contra o perigo de assimilação ao mundo pagão, suas acusações a Jesus refletem uma ponta de inveja, já que eles, até então, eram tidos como único padrão e critério da verdade e da ortodoxia. Propriamente, não há hostilidade entre eles e Jesus, o que existe é o desejo de colocar à prova a pretensão de Jesus ou a validade dessa pretensão, pedindo-lhe um sinal do alto. Mesmo o fato de alertar os discípulos contra o...

Reflexão do evangelho - Terça-feira, 07 de março

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Mt 6,7-15 - A oração do Pai-Nosso            Embora a experiência de Deus como Pai não fosse desconhecida a Israel, as preces habituais, no tempo de Jesus, não se referiam a Ele como Pai. Nos Evangelhos, ao contrário, por doze vezes, sem contar os textos paralelos, Jesus ora “ao Pai”, com quem se relaciona de modo natural e simples, expressando uma intensa experiência religiosa de intimidade. Fato que provoca espanto aos seus ouvintes, já escandalizados pela autoridade, demonstrada por Ele, ao se referir à proximidade do Reino de Deus e à ação salvadora do Pai.             Impressionados com o seu olhar para o futuro como possibilidade de vida, alegria e felicidade para a humanidade, os discípulos assumem para si o “Pai-Nosso” e o inscrevem no âmbito da cotidianidade da vida cristã, segundo a recomendação dada pela Didaqué, “Doutrina dos Doze Apóstolos” (dos anos 60-80 d.C.), p...