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Reflexão do Evangelho - Domingo – 26 de agosto

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Reflexão do Evangelho Domingo – 26 de agosto Jo 6, 60-69 - Uma palavra dura, mas não autoritária. No azul e no sol da manhã, borboletas multicores, pássaros saltitantes, mães, que vão à fonte, alegres e confiantes, trazendo os filhos, com seus pequenos e brilhantes olhos; mães com lágrimas, que falam de ausência, de dor, de angústia. Os Apóstolos contemplam este quadro e sentem o coração vibrar diante da vida, que desponta e madura, em íntima conexão com as paisagens, os montes e os vales. A ternura os envolve, alimentando a chama sagrada do amor, e eles, “no perene nascer das criaturas”, diria Orígenes, meditam sobre o caminho direto e seguro, indicado por Aquele que tudo é, e que está presente para além do tempo: o Mestre, Jesus. Apesar do enlevo espiritual, as palavras de Jesus os surpreendem: “Eu sou o pão da Vida, o pão que desce do céu para que não morra quem dele comer”. Seu desejo é manifesto: que eles se descentrem de si mesmos, abram suas mentes e o coração ...

Reflexão do Evangelho – Domingo, 19 de agosto

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 19 de agosto Lc 1,39-56 – Assunção de N. Senhora Uma mulher, simples, generosa, atenta às moções divinas, em Nazaré, numa casa modesta e humilde. Nomeada mãe dos discípulos, mãe de todos os homens, ela se chama Maria. Naquele instante, serenamente recolhida, soou-lhe aos ouvidos uma voz angelical: “O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo armará sua tenda sobre ti. E é por isso que o Santo gerado de ti será chamado Filho de Deus” (Lc 1,35). E foi àquela Virgem de Nazaré que o Deus de Abraão, Isaac e Jacó se revelou em seu amor indizível: assim aconteceu, por obra e graça do Espírito Santo, a encarnação do Filho de Deus, Jesus. Ela acreditou. Livremente, deu o seu “sim”, e levou avante sua união a Deus, no cumprimento de uma missão que a tornaria modelo de fé e de generosidade. Após o episódio das Bodas de Caná (Jo 2,1-11) e antes da cena do Calvário (Jo 19,25-27), sua presença na vida pública de Jesus aparece em alguns moment...

Reflexão do Evangelho – Domingo, 12 de agosto

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 12 de agosto Jo 6,41-51 – Eu sou o pão da vida A gratidão em S. Agostinho  Em S. Agostinho, a gratidão assume a forma de uma oração de reconhecimento pelos benefícios concedidos por Deus, mediante uma prática vivida com simplicidade e fidelidade. Embora, após a leitura de Hortensius , obra de Cícero, Agostinho abrace ardorosamente a vida filosófica, ainda há algo que o deixa intranquilo e insatisfeito. Seu coração estiolava! Mas, ao ouvir S. Ambrósio, o louvor e a gratidão envolvem seu ser e ele é conduzido ao sentido “escondido” dos textos bíblicos: “Se, compreendidos segundo a letra, pareciam ensinar um erro, agora, eles mostram sua significação espiritual” ( Conf . V,13), conduzindo-o para o alto ( ab interioribus ad superiora ), para a própria realidade de Deus. Então, uma verdadeira revolução mística se realiza em sua vida: todas suas energias naturais e sua própria identidade pessoal se orientam p...

Reflexão do Evangelho – Domingo, 05 de agosto

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 05 de agosto Jo 6, 24-35 - Jesus em Cafarnaum – Familiaridade com o povo. Em Cafarnaum, Jesus se mostra tão humano: nada de gestos grandiosos, palavras arrebatadoras; com familiaridade se relaciona com o povo, criando ao seu redor uma atmosfera de alegria, de paz, de amor. De fato, para espanto dos escribas, vindos de Jerusalém, eles notam que o povo se sentia à vontade, perguntando-lhe, familiarmente: “Rabi, quando chegaste aqui?”. Sinal de um relacionamento franco, fraterno, amigo, existente entre eles, relacionamento que não descamba para o populismo ou para a demagogia; simplesmente, testemunha quão humano, compreensível e acolhedor é Jesus. Mesmo quando Jesus se define como “Filho do Homem”, em hebraico Ben Adam , expressão redundante de tipo semítico, Ele não se apresenta na postura de sacralidade de um profeta escatológico. Antes, apaixonado pela humanidade, pela qual se sacrificará, Ele deseja abraçar todas as pess...

Reflexão do Evangelho – Domingo, 29 de julho

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 29 de julho Jo 6,1-15 - A multiplicação dos pães (primeira) No azul de uma tarde de primavera, sobre uma colina coberta por uma verde relva, encontravam-se Jesus e os Apóstolos em busca de tranquilidade e solidão. Porém, numerosas pessoas, provenientes de diversas localidades, vêm ao encontro deles, sequiosas de uma palavra confortadora e das bênçãos divinas. Sem se mostrar contrariado, mas vendo-as como que “ovelhas sem pastor”, Jesus começou a ensinar-lhes e a abençoar os enfermos. As horas passam, o dia declina, os discípulos, cansados, esperam que o Mestre as despeça, para que possam ir aos campos e vilarejos dos arredores em busca de alimento. Mas, uma vez mais, Jesus se mostra humano, familiar, próximo e não indiferente aos que o rodeiam. Olhando a multidão, “teve compaixão dela”, era como ovelhas sem pastor. O que fazer? Segundo os Apóstolos, seriam necessárias, ao menos, 200 moedas de prata, para alimentá-las; mas Jesus os surpreend...

Reflexão do Evangelho - Domingo – 22 de julho

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Reflexão do Evangelho - Domingo – 22 de julho Mc 6,30-34 – Urgência da Missão Numa tarde de primavera, após terem retornado da pregação, que o Mestre lhes confiara, os Apóstolos, cansados, se reúnem para contar-lhe o que tinham feito e ensinado. Após ouvi-los, Jesus insiste para que eles fossem a um lugar solitário, para meditar e refazer as suas forças. Ele deseja prepará-los para o futuro, ante a possível perspectiva de uma rejeição ou perseguição. Era necessário fortalecê-los, pois a força que os animava e os inspirava provinha de Deus e pressupunha uma caminhada interior, espiritual, para se identificarem, mais e mais, a Ele, o Filho de Deus, que assumiu integralmente a nossa humanidade. Porém, a multidão que o seguia, atenta, movida por curiosidade ou agradecida pelos benefícios recebidos, pôs-se a procurá-lo. Ao desembarcar, do outro lado do lago de Genesaré, Ele se depara com um grupo enorme de pessoas, aguardando-O. Compreensivo e profundamente humano, vendo-as, ...

Reflexão do Evangelho – Domingo, 15 de julho

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 15 de julho Mc 6,7-13 – Missão dos Doze e recomendações do Senhor Pouco antes de enviar os Apóstolos em missão para proclamar o Evangelho do Reino, vendo a multidão “cansada e abatida como ovelhas sem pastor”, Jesus lhes diz: “Levantai o olhar e vede os campos de trigo, como já estão dourados e prontos para a colheita... A messe é grande e os operários são poucos”. A partir de então, quais peregrinos errantes, os Apóstolos levarão a todos uma mensagem de esperança e de reconciliação. Formarão, mais do que uma simples coletividade, um corpo único, a Igreja, na qual as pessoas não são diluídas; ao contrário, realizam-se em sua verdadeira diversidade. Pouco a pouco, de ouvintes atentos, eles se tornam “pescadores de homens”, conscientes de que ir além dos poderes confiados pelo Mestre ou deturpá-los seria abuso de confiança, ou traição. Para exercer esta missão de cura espiritual e física, o Mestre lhes dá instruções pormenorizadas: “Que nã...