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Reflexão do Evangelho - Autoridade, sinal de unidade

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Reflexão do Evangelho Autoridade, sinal de unidade                                         A verdadeira liberdade, dom gratuito de Deus, conduz a vontade humana, segundo Santo Agostinho, a crescer no bem. A pessoa é essencialmente dinâmica; ela não é só um ser, mas um poder-ser, que foge de toda definição racional, de toda descrição. Capaz de autodeterminação e de transcendência, ela quer se revelar, graças ao exercício da autoridade, como pessoa livre e responsável, em sua plenitude.         Isto mostra que fora da pessoa humana não há verdadeira autoridade. Mas, como compreendê-la?       Nesse sentido, interessa-nos o Evangelho, que relata os frequentes e eloquentes encontros de Jesus com o povo. Sua objetividade espontânea e simplicid...

Reflexão do Evangelho - Eucaristia, doação e solidariedade

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Reflexão do Evangelho Eucaristia, doação e solidariedade         A fala das mulheres sobre o túmulo vazio e a aparição de Jesus ressuscitado não é levada a sério. Desiludidos, alguns discípulos afastam-se de Jerusalém. Dois deles tomam a estrada que, passando por Emaús, os levaria às suas aldeias. Tristes, desconsolados, acabrunhados, comentam entre si o que tinha acontecido.           Escondendo-se no horizonte arenoso e seco, o sol deitava seus últimos raios. Um Estranho se põe a caminhar com eles.... Após alguns passos, pergunta-lhes a causa de tanta tristeza. Admirados, eles dizem: “Tu és o único forasteiro que ignora os fatos acontecidos nos últimos dias! ”. Esboçando um sorriso, o Estranho denota nada saber: “O que foi que aconteceu? ”. Então, entreolhando-se os dois discípulos, tristes, cabisbaixos, abrem o coração e contam-lhe “o que tinha acontecido com Jesus, o Nazareno, profeta poderoso...

Reflexão do Evangelho - Semana da Misericórdia

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Reflexão do Evangelho - Semana da Misericórdia Aparição de Jesus ao Apóstolo Tomé O cenáculo está repleto. Todos estão lá, inclusive Tomé, atordoado com o entusiasmo dos outros Apóstolos, que diziam: “Vimos o Senhor! ”.   “Não, amigos, não acredito em suas palavras”, repete ele. Pedro fica agitado, gesticulando, balança a cabeça, discorda dele... A discussão torna-se acalorada. As portas bem trancadas... O medo das perseguições... Mas, o clima é de esperança... No coração deles, a indelével lembrança da bondade, da paz interior, das palavras misericordiosas do Senhor.           De repente, no meio deles, uma voz... voz inesquecível: “A paz esteja convosco! ”. É o Mestre! Seu olhar sereno, cheio de ternura, passa por todos; fixa-se em Tomé: “Vede as minhas mãos e os meus pés: sou eu mesmo”.         O coração do Apóstolo bate forte.... Ainda pensava em si mesmo.... As palavras do Mestre são...

Reflexão Semana Santa 2020 - Celebração do Tríduo Pascal

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Reflexão - Semana Santa 2020 Celebração do Tríduo Pascal        No Monte das Oliveiras, não longe de Jerusalém, Jesus está em oração. O sol se despede. Os pássaros se recolhem. Silêncio.... Tudo está tranquilo.... De repente, rumores, passos cadenciados sobem a encosta. Os soldados se aproximam... O suor, em gotas espessas de sangue, escorre, embebe os seus cabelos... Um murmúrio, uma súplica brota de Seus lábios: “Abba, Pai, se possível afasta de mim este cálice”. É chegada a hora... O coração se acelera... “Pai, que se faça a tua vontade e não a minha”.        Preso, flagelado, coroado de espinhos... Jesus caminha, a passos lentos. Em seus ombros, o braço horizontal da cruz... Ao longe, o Gólgota.   Qual lâmina afiada, os golpes do martelo penetram o coração da Mãe... Ele, rejeitado, crucificado, Palavra encarnada, volta para os algozes o seu olhar, doce e sereno, e, na ternura do seu amor, surpreende a...

Reflexão do Evangelho - Domingo, 29 de março

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 29 de março Somos perfeitos!                                      Nestes dias de silêncio e de solidão, chamou-me atenção uma frase de S. Paulo: “Esquecendo o que fica para trás, esforço-me pelo que está à frente e corro para a meta” (Fil 3,14). Vieram-me à memória os anos passados em Petrópolis.   Um dos professores dizia-nos que o conceito de movimento, progresso, crescimento, era algo recente, que não entrara ainda, de modo eficaz, no pensamento teológico dos nossos dias.   Eu, professor de Teologia da Igreja primitiva, período Patrístico, citava alguns autores antigos, como S. Agostinho, que primavam, justamente, pela abordagem do tema de progresso e crescimento, em sua dimensão teológica, espiritual, social e política. Hoje, restrinjo-me a S. Gregório de Ni...

Reflexão do Evangelho – Domingo, 01 de março

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Reflexão do Evangelho – Domingo, 01 de março Lc 4,1-11 – As tentações de Jesus (Início do tempo quaresmal) Por uma opção livre e pessoal, Jesus vai ao deserto, onde permanece por 40 dias. Humanamente, coloca-se numa situação muito difícil de sobrevivência, sem comer, com o risco de desidratar-se... Ele quer solidão, espaço de recolhimento, de oração, silêncio para dialogar com o Pai, e, entre outras coisas, entender melhor a voz e a miséria do coração daqueles aos quais Ele iria anunciar o Reino de Deus. No pleno domínio de si mesmo, sem titubear, Ele rejeita as ilusões e pretensões de um futuro prazeroso e tranquilo. Ele ora, medita, e quer que todos, serenos em seus corações, vivam em paz. À oferta do Tentador, sem se desviar da sua missão, Ele responde: “Nem só de pão vive o homem, mas da Palavra que sai da boca de Deus”. O silêncio o envolve... A voz do Pai... voz de amor.. amor que tudo preenche, amor que assinala, ao Filho dileto, a sua missão redentora.   ...

Reflexão do Evangelho - Sábado, 25 de janeiro

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Reflexão do Evangelho – Sábado, 25 de janeiro Mc 16, 15-18 - Conversão do Apóstolo São Paulo                            Às portas da cidade de Damasco, para onde fora enviado, com o intuito de aprisionar os cristãos, Saulo, por causa de uma forte luz, fica como que cego. Uma cegueira espiritual, diz ele, o dominava e o impedia de contemplar a Verdade.     Momento culminante de um longo processo, em busca da justificação. Caído por terra, ele ouve uma voz, a voz de Cristo, que o interpela: “Saulo, Saulo, por que me persegues? ”. Ainda incrédulo e preso aos ensinamentos dos Doutores da Lei, ele replica: “Quem és tu, Senhor? ”. Palavras de um espírito confuso, cheio de dúvidas. Essa cena o marcou, profundamente. O Senhor, voz inesquecível, responde-lhe: “Eu sou Jesus de Nazaré, a quem tu persegues. Mas levanta-te.... Eu te escolhi do meio do p...