Reflexão do Evangelho de segunda-feira 07 de dezembro



Reflexão do Evangelho de segunda-feira 07 de dezembro
Lc 5,17-26 - Cura do paralítico e perdão dos pecados

       Mais uma vez, Jesus chega à sua cidade, onde algumas pessoas lhe “trouxeram um paralítico, deitado num catre”, pedindo que Ele o curasse. Comenta S. Hilário de Poitiers: “É necessário examinar atentamente as palavras da cura. Ao paralítico não é dito imediatamente: sê curado ou levanta-te e caminha, mas: ‘tem ânimo, meu filho; os teus pecados te são perdoados’”. Os doutores da Lei, sem delonga, protestam, pois o perdão dos pecados é considerado uma prerrogativa exclusiva de Deus. Jesus não discute com eles, mas como sinal do seu poder, Ele cura o paralítico em seu corpo. A cena faz-nos sentir o palpitar do coração amoroso do Senhor. Seus gestos e palavras refletem carinho por aquele homem e nos permitem reconhecer o consolo e refrigério de todas as pessoas que, na dor e na angústia, abrem-se à liberdade de um amor profundo e gracioso. A distância entre a falta e o perdão incondicional, sem restrição, é preenchido pelo amor, que torna o perdão, concedido pelo Senhor, um acontecimento libertador. E o paralítico perdoado e curado reconhece que ele vale mais que seus atos.  
Portanto, o que é admirável não é o milagre, o inaudito, que Jesus designa como sinal de sua missão, mas sim o poder de remeter os pecados. Poder tão divino, que a “multidão ficou com medo e glorificou a Deus”. A única condição exigida é crer, pois é na pureza da fé que se revela a grandeza do seu amor pelas pessoas. Aliás, é com frequência que Ele fala da íntima relação entre fé e milagre, entre fé e remissão dos pecados. Os primeiros cristãos experimentam essa ação benevolente do Senhor, que os toca, sem nada exigir, sem de nada apoderar-se, e compreendem que a fé não só está voltada para os acontecimentos salvadores do passado, mas orienta-se também para o futuro. O perdão dos pecados reflete o contato libertador de Jesus, em sua convivência com os pecadores, e aponta, igualmente, para o poder salvador do Ressuscitado, despertando nos discípulos uma confiança inabalável em sua infinita misericórdia.   
        A presença silenciosa, serena, sóbria e vigorosa de Jesus, na disposição de servir a todos, envolve seus discípulos e lhes permite ouvir: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Assim como o paralítico, também eles, perdoados, são fortalecidos no corpo e na alma, “e, glorificando a Deus, cheios de temor, diziam: Hoje vimos maravilhas”.

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