Reflexão do Evangelho de Mt 10, 16-23 - Os missionários serão perseguidos - Sexta-feira 11 de Julho

Reflexão do Evangelho de Mt 10, 16-23 - Os missionários serão perseguidos
Sexta-feira 11 de Julho

         Os discípulos não deveriam alimentar ilusões: a missão que Jesus lhes confiava teria momentos de alegria e de convivência com aqueles que acolheriam a sua mensagem, também momentos de perseguição e de ódio por causa do seu nome. Na realidade, como hão de proclamar a mesma mensagem que Ele, com palavras e ações, eles deverão estar preparados para receber igual reação dos seus inimigos. Por isso, alerta-os o Mestre: “Eis que vos envio como ovelhas entre lobos”. Não obstante, firmes e confiantes, eles não têm nada a temer, importante é perseverar até o fim, porque “pela vossa constância alcançareis a vossa salvação”.   
         Certamente, até os discípulos mais corajosos tremeram diante das palavras do Mestre. Porém, para consolá-los, Ele manifesta, logo a seguir, sua ternura e seu carinho: “Quando fordes presos, não vos preocupeis nem pela maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer: naquele momento ser-vos-á inspirado o que haveis de dizer” (v. 19). O Espírito Santo, que rompe todas as barreiras e ultrapassa todos os limites, haverá de sugerir-lhes o que devem dizer em sua defesa, de modo a permanecerem serenos e prontos para afrontar o juízo com resolução, na certeza de que o testemunho dado clamará em favor deles diante do tribunal de Deus. Em meio às turbulências e ataques do inimigo, serena-os a voz calma e tranquila de Jesus, tocando levemente seus corações: “Todo aquele que me reconhecer diante dos homens, também o Filho do homem o reconhecerá diante dos anjos de Deus” (Lc 12,8).
Ouvindo estas palavras de Jesus, eles compreendem que Ele fala não apenas a eles, mas, segundo S. Ambrósio, a todos os seus seguidores, também a nós, que participamos “da vida ditosa, da vida feliz, depois da vitória. De fato, terminado o combate, gozaremos da vida na qual a lei da carne não se opõe à lei do espírito. Vida, na qual já não é necessário lutar contra o corpo mortal, porque o mesmo o corpo mortal já alcançou, desde agora, a vitória”. Fiéis ao Senhor, tornamo-nos assim uma imensa reserva moral de silêncio e de paz, portadores da imagem de Deus e, portanto, da imagem de Cristo, que é imagem perfeita de Deus.


Dom Fernando Antônio Figueiredo, OFM

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