Reflexão do Evangelho do dia 07 de Julho de 2013

Domingo – 07 de julho
Lc 10, 1-9 – Missão dos setenta e dois

Ao enviar os setenta e dois dos seus discípulos à missão, Jesus lhes apresenta o Reino de Deus como uma grande messe. A abrangência da missão é universal. Ela visa não só o povo de Israel, mas também os demais povos e nações. O objetivo é semear a Palavra de Deus no coração de todo ser humano.
Colocado, justamente, no início da subida de Jesus a Jerusalém, esse episódio caracteriza a ação formadora do Senhor, no desejo de transmitir aos seus discípulos o fervor e o ardor missionários. Eles são seus continuadores. Do Senhor eles recebem a inspiração e a força para tornar a Igreja presente por toda parte, em sua intenção “católica”. Embora tal fato fosse se concretizar só após Pentecostes, já agora, na vida pública de Jesus, pode-se entrever a futura missão universal dos Apóstolos. Com efeito, observa Orígenes: “Não só os Doze Apóstolos pregaram a fé em Cristo, mas o Evangelho nos diz que outros setenta foram enviados para pregar a Palavra de Deus, para que graças a eles, o mundo conhecesse as palmas da vitória de Cristo”. O número setenta é bastante bíblico. Moisés escolheu setenta anciãos para ajudá-lo em sua tarefa de liderar o povo através do deserto. O Sinédrio, conselho que governava o povo de Israel, era composto de 70 membros. Em Jesus esse número quer expressar a totalidade das nações e povos, para os quais seus discípulos deviam levar sua Palavra e agir no seu poder.
          Eles pertencem ao grupo dos artesãos da paz. Diz Jesus aos 72 discípulos: “Se houver um homem de paz, a vossa paz irá repousar sobre ele; se não voltará a vós”. O missionário de Cristo anuncia a sua paz e a comunica aos que estão preparados para recebê-la. Porém, até a segunda vinda do Senhor, os discípulos encontrarão oposição e perseguição. Serão como ovelhas no meio de lobos. Escreve S. Cirilo de Alexandria: “No entanto, eles serão capazes de sobreviver, porque eles têm Jesus como pastor e ele os protegerá dos lobos em meio às perseguições”. Nada os desanimará. Pois na mente dos discípulos, bem presentes, estão as palavras de S. João Batista: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Por isso, a saudação da paz é dada a todos, como observa S. Agostinho, “sem discriminação, embora só seja recebida pelos que são filhos da paz”.  Com S. Francisco de Assis saudamos a todos: Paz e Bem!


Dom Fernando Antônio Figueiredo, OFM

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