Reflexão do Evangelho - Segunda-feira 04 de Maio

Reflexão do Evangelho
Jo 14, 21-26 – Crer em Jesus
Segunda-feira 04 de Maio

       Já era noite, Jesus ceava com os seus Apóstolos, momento de familiaridade e intimidade. De repente, dirigindo-se aos Apóstolos, suas palavras adquirem o sabor de uma despedida: “Meus filhinhos, ainda um pouco de tempo e o mundo não mais me verá, mas quem tem meus mandamentos e os observa é que me ama. Eu o amarei e a ele me manifestarei”. Pasmos e emocionados eles o ouvem e, após um tempo de silêncio, Judas Tadeu, “não o Iscariotes”, expressa sua estranheza de que os discípulos haveriam de vê-lo, mas não o mundo. De fato, Jesus não deixava “Tábuas da Lei”, como Moisés, nem qualquer outro escrito. Como herança, permanecia apenas um pequeno grupo de seguidores. Por isso, com razão, os chefes do Sinédrio julgavam que, com a sua morte, estariam extirpando o movimento iniciado por Ele. A árvore deveria ser arrancada, antes mesmo que pudesse dar seus primeiros frutos.
       Mas a pergunta de Judas não deixava de ser pertinente, ela permitia entrever uma diferença entre os que seguiam Jesus e os outros, o mundo. Palavra esta muitas vezes utilizada pelo evangelista S. João como antítese da verdade (alétheia) para designar os que jazem nas trevas do pecado. Em oposição, os seguidores do Messias, antes pecadores e indignos, tornam-se seres dignos do amor de Deus e são por Ele iluminados. Mas ninguém é excluído do seu amor, pois a todos Ele declara: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada”.  

       Não só naquele tempo, quantas outras pessoas, através dos tempos, ouvem o seu apelo e experimentam a ação transformadora de Jesus em sua vida. Um deles, S. Agostinho, revivendo sua experiência pessoal, exclama: “Deus ama cada um de nós como se houvesse só um de nós para amar”. Amor cálido e terno, generoso e misericordioso. A esse amor, o homem responde, livre e decididamente, observando os mandamentos do Senhor. E, como S. Agostinho, “ele canta a glória do Senhor ou, melhor, ele mesmo torna-se canto de glória e vive Deus em sua vida, como a alma de sua alma, o amor do seu amor”. Então, tem lugar a presença ou a morada do Pai e do Filho, não passageira, mas permanente em sua vida. 

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