Reflexão do Evangelho de Quinta-feira 27 de agosto

Reflexão do Evangelho de Quinta-feira 27 de agosto
Mt 24, 42-51 - Vigiar para não ser surpreendido

Deus oferece o maior e mais belo tesouro, seu Reino de paz, de alegria e de justiça. Podemos perdê-lo, se não formos vigilantes. Após citar os dias que precederam ao dilúvio, o Evangelista lembra que o Reino de Deus virá como um raio que “lampeja no Oriente e ilumina até o Ocidente”. Assim será o dia da vinda do Filho do homem. Orígenes, grande escritor do século III, exorta “a vigiar, à tarde, isto é, na juventude, à meia noite, na idade média, ao canto do galo, no tempo da velhice ou de madrugada, quando a velhice está já avançada”. Continua ele – “Virá o Senhor ao que não deu sono aos seus olhos, nem descanso às suas pálpebras, e guardou o mandamento daquele que disse: Vigiai em todo tempo”. Ocorrerá, então, a parusia, a volta de Jesus, em sua glória no tempo do Fim. Os que se prepararam, na observância de seus ensinamentos, participarão em plenitude da sua alegria na glória do Pai.
Mas a vinda do Senhor, quando será? O dia e a hora só são conhecidos pelo Pai, por ninguém mais, “nem mesmo pelos anjos do céu”. O próprio Jesus diz: “Não vos pertence saber”. S. João Crisóstomo vê nessas palavras o apelo do Senhor para que “cada um sempre o espere e sempre se empenhe” no serviço aos pobres e desvalidos. Urge estar preparado para o encontro com o Senhor.
        Crer não é negar a humanidade, é desprender-se do que é falso e de tudo o que impede a realização do homem na verdade de si mesmo, de acordo com o que Deus revela e propõe em seu Filho Jesus. Tudo depende da decisão do homem. Ou ele participa pessoalmente do “pecado do mundo”, ou procura viver a virtude, que lhe permite, já no dizer de Aristóteles, praticar com facilidade e estabilidade o bem. Ao identificar a virtude com Cristo, Orígenes a considera prêmio da vida eterna.

Por conseguinte, se a graça pressupõe a natureza, a natureza, por sua vez, pressupõe a graça na medida em que a verdade de Cristo nos conduz à nossa realização integral e autêntica. Tornamo-nos assim sempre mais o que seremos eternamente em Deus. Então, no dizer de S. Agostinho, “nossa alma se une diretamente ao Senhor, sem que nada se interponha entre ela e Deus”. 

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