Reflexão do Evangelho de Quarta-feira 14 de outubro



Reflexão do Evangelho de Quarta-feira 14 de outubro
Lc 11, 42-46 - Contra os fariseus e legistas (II)

       Os fariseus cumprem a Lei com escrupulosa exatidão, a ponto de pagar o “dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças”. Porém, não atendem a exigências de caridade e de justiça para com o pobre e desvalido. Exteriormente, comportam-se de modo exemplar, interiormente, estão distantes e afastados do verdadeiro cumprimento da Lei dada por Deus a Moisés.
Eis então que a voz do Senhor, penetrante como um dardo, ressoa aos ouvidos de todos: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! ”, que não cumpris o verdadeiro sentido da Lei. E voltando-se para todos, Jesus anuncia as palavras ditas pelos profetas, que apregoavam o direito, a misericórdia e a fidelidade. Os fariseus nem sequer o ouviam, indiferentes às suas palavras, observa S. Cirilo de Alexandria, “continuam a agir como não sendo importantes a justiça e o amor a Deus, deveres obrigatórios a todos”.
Para Jesus, não só eles, mas também os discípulos devem evitar o fingimento e a falsa piedade, considerados pecados contra o Espírito Santo. Por isso, como jamais fizera antes, alerta-os: “Estai atentos a não fazerdes vossa justiça diante dos homens, para que vos vejam; de outro modo não tereis recompensa diante de vosso Pai, que está nos céus” (Mt 6,1). A todos, Jesus manifestava compaixão e carinho.
       Insiste Jesus: Ai de vós, peritos das Escrituras! Hipócritas! O povo o ouvia com espanto e temor. Caíam as máscaras dos que se consideravam sábios e guias do povo, e manifestava-se o vazio de seus corações. Essa era justamente a intenção de Jesus, que não queria condená-los, mas levá-los à conversão ou à purificação interior (tò entós) do coração. Porém, por se julgarem os únicos verdadeiros intérpretes da Lei, eles se sentem agredidos e ofendidos pelas suas palavras e, rejeitando-o, tudo fazem para que o povo não o acolha. Mas a Palavra do Mestre não cai no vazio. Muitos de seus ouvintes compreendem a crítica feita por Ele, e admiram-se de os fariseus permanecerem presos às práticas exteriores, “limpar copos e pratos”, e não buscarem o sentido espiritual da Lei.

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