Reflexão do Evangelho de sexta-feira 09 de setembro





Reflexão do Evangelho de sexta-feira 09 de setembro
Lc 6, 39-42 - As condições do zelo

Os homens da Lei, escribas e fariseus, ficam surpresos com a atitude misericordiosa de Jesus. Até mesmo os discípulos ficam perturbados ao ouvi-lo sentenciar que quem experimenta a misericórdia divina estará pronto a perdoar e a ser benévolo para com todos: “Não estaria Ele estaria expressando excessiva condescendência com fracos e pecadores? ”. Abrasado de amor por todos, querendo fortalecê-los na fé, Jesus pergunta-lhes: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão ambos num buraco? ”.
Os doutores da Lei, insensíveis e mergulhados na sombra mais fusca de seu egoísmo, sentem-se incomodados, esquecendo-se que essas palavras também eram dirigidas aos discípulos, que tinham recebido a missão de ser “luz do mundo”, anunciadores do Evangelho. S. Beda os compara “a um homem bom que transmite o bem do bom tesouro do seu coração, diferente dos que, inebriados pela ambição do poder ou pelo sentimento de superioridade, permanecem, como os fariseus, cegos em seu coração”.
Eis a benfazeja mensagem do Senhor, prolongando-se pela voz de seus discípulos, que anunciam a renovação da vida de todos, graças ao perdão, sempre oferecido pelo Pai. À penitência une-se a esperança de um novo caminho com Cristo. Mas os fariseus se fecham em sua autossuficiência e veem como pequenos seus próprios grandes erros, enquanto consideram grandes os mínimos erros dos outros, condenando-os. Sintetizando, S. Agostinho dirá: “Alguém pecou por cólera, e tu o repreendes com ódio. Há grande diferença entre cólera e ódio, assim como entre um cisco e uma trave. Pois o ódio é a cólera entranhada: com o tempo, ele adquire tanta força que de cisco poderá se transformar em trave. Se tu só te irritas, tu podes ter a boa vontade de corrigir o culpado; mas se tu o odeias, tu não podes querer sua emenda. Lança para longe de ti teu ódio: e então, este homem que tu amas, tu poderás corrigir”, eliminando a trave do próprio olho.
Jesus envia seus seguidores, para anunciar, mundo em fora, que Deus é Pai e que todos são próximos no amor uns pelos outros: trata-se da força iluminadora e transformadora de sua mensagem, que oferece a todos a comunhão com Deus e a dedicação misericordiosa ao próximo.

Dom Fernando Antônio Figueiredo, OFM

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