Reflexão do Evangelho de domingo 31 de janeiro



Reflexão do Evangelho de domingo 31 de janeiro
Lc 4, 21-30 - Jesus em Nazaré (2ª parte)
      

       No Evangelho de S. Lucas, a atividade pública de Jesus começa com sua visita à sinagoga de Nazaré, onde todos estão atentos às suas palavras, pois muitos tinham ouvido falar a respeito dos seus ensinamentos e dos milagres realizados por Ele. Ao explicar um trecho do profeta Isaías (61,1-2), que acabara de ler, Ele se apresenta como o Messias, profeta dos últimos dias, que proclama o Ano de graça do Senhor. Perscrutando seus corações, Jesus percebe a incredulidade dos ouvintes, mas, desejando tocá-los e levá-los à conversão, diz-lhes que nenhum profeta é ouvido em sua terra, nem é reconhecido pelos próprios parentes. Porém, diante da rejeição à sua mensagem e à oferta de salvação, Ele assevera, para espanto deles, que os gentios demonstram mais fé em Deus do que os escolhidos de Israel. E exemplifica: Elias foi enviado a uma viúva, em Sarepta, na região da Sidônia, enquanto tantas outras viviam em Israel e, no tempo do profeta Eliseu, “havia muitos leprosos em Israel, todavia, nenhum deles foi curado, a não ser o sírio Naamã”.
A indignação de seus conterrâneos é grande, pois eles consideravam os gentios como estrangeiros, isto é, pessoas distantes de Deus e, por conseguinte, excluídas da Aliança divina. Imediatamente, um murmúrio de protesto se levanta e se espalha pelos que estavam na sinagoga, que, enfurecidos, se ergueram contra Ele, e “o conduziram até um cimo da colina sobre a qual a cidade estava construída, com intenção de precipitá-lo de lá”. Jesus não se intimida. Declara-os cegos diante da misericórdia de Deus e do seu plano redentor para todas as nações, segundo a profecia que Ele tinha acabado de ler. Orígenes destaca: “Com Ele, a salvação irrompia no mundo. Através do seu ministério, iniciava-se o ano da graça e do perdão do Senhor”.
 S. Lucas encerra o episódio, dizendo: “Ele, porém, passando pelo meio deles, prosseguia seu caminho...”. Por isso, hoje adquire sempre mais força a voz dos que sustentam que Jesus tenha estendido sua pregação para além de Israel.

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