Reflexão do Evangelho de segunda-feira 11 de janeiro



Reflexão do Evangelho de segunda-feira 11 de janeiro
Mt 4, 12-17.23-25; Mc 1,14-20 - Jesus inaugura sua pregação


João Batista é levado à prisão, na Galileia, Jesus inicia sua vida pública proclamando: “O tempo está realizado e o Reino de Deus está próximo”. Ele percorre aquelas pequenas cidades que se estendem em volta do lago de Genesaré, ensinando e curando os enfermos. Uma diferença marca a missão dos dois mestres. Se João Batista pregava aos que acorriam a ele, Jesus vai ao encontro das pessoas e sua voz é ouvida pela multidão que o segue e que se aglomera ao seu redor, no descampado do deserto ou à beira do mar, ao longo do caminho ou no cimo de uma colina. João testemunha a vinda do Messias, Jesus diz ser a luz do mundo ou o próprio Reino de Deus, auto-basileia, no dizer de Orígenes.
Para se chegar a Ele ou ao Reino de Deus, o caminho é o Evangelho, a boa notícia do amor e da misericórdia, e caso nós o acolhamos, volta a dizer Orígenes, “Deus passeará em nós como num paraíso espiritual”. No entanto, há uma exigência: urge se decidir, e a decisão compreende mudança de vida, conversão. Por isso, desde o início de sua pregação, Jesus lança um forte apelo: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Como a voz dos profetas, suas palavras trazem ao coração dos ouvintes a necessidade de se ligar à “vertente”, à fonte inesgotável da vida, pois quem dela se desliga corre o risco de deixar secar a água viva, que jorra para a vida eterna. Contemplando o lago de Genesaré ou o Rio Jordão, eles ouvem as palavras de Jesus, que lhes transmitem sentimentos de paz e de felicidade, e então eles reconhecem que a vertente ou a fonte da vida é Deus ou o próprio Cristo, único capaz de dessedentá-los, corporal e espiritualmente.   
       Jesus não traz uma nova doutrina filosófica, tampouco anda de cidade em cidade a modo de um curandeiro. Ele ensina nas sinagogas e leva seus seguidores a ler as Escrituras e a orar. O Evangelho é o anúncio, no dizer do profeta Isaías, de um acontecimento salutar, da boa notícia da Palavra de Deus, força eficaz e renovadora, comprovada pelos Apóstolos, que de simples pescadores se transformam em pescadores de homens. Bastou um simples chamado do Senhor para eles deixarem imediatamente “tudo”, pois pelo Senhor, comenta Tertuliano, “eles abandonaram as relações humanas, a profissão, os negócios; como João e Tiago abandonaram seu pai e a barca, e Mateus se levantou do telônio”. Nada é anteposto ao amor de Cristo. E foi exatamente esta força, transmitida pelos Evangelistas, que levou S. Agostinho a exclamar: “Edifiquemos também nós e façamos uma casa em nosso coração, onde Ele permaneça para ensinar-nos e falar conosco”.

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