Reflexão do Evangelho do dia 15/09/2012


Reflexão de Dom Fernando Antônio Figueiredo para:
Sábado - 15 de setembro
Jo. 19, 25-27 -  N. Senhora das Dores
       
        Durante a Ceia da Quinta-feira Santa, Jesus manifesta seu amor por toda a humanidade. O ponto culminante é a instituição da Eucaristia, sacramento de sua real e verdadeira presença no meio de nós. Ela atualiza o sacrifício da Cruz em sua oblação ao Pai. No Horto das Oliveiras, diante do que o aguarda, Jesus clama: “Pai, se possível afaste de mim este cálice”. É a luta interior presente em seu coração, cuja vitória, ao contrário de Adão, revela sua identificação à vontade do Pai, expressa nas palavras: “Não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres”.
        Na Sexta-feira Santa, acompanhamos sua prisão, paixão e crucifixão. Somos levados a fixar os olhos no Servo Sofredor. Contemplando-o, somos penetrados pela sua misericórdia. Suas palavras ecoam no coração dos seus algozes: “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”. E o bom ladrão é consolado ao ouvir: “Ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Mais ainda. Em meio à dor e ao sofrimento, no auge de sua misericórdia e bondade, Jesus expressa sua ternura e seu carinho. Ao discípulo amado, que representa todo verdadeiro discípulo seu, ele diz: “Eis tua Mãe” e à sua Mãe: “Mulher, eis teu filho”. Cada discípulo há de reconhecer Maria como sua Mãe, que, com seu olhar maternal, intercede por todos.
        No interior do mistério salvador de Jesus, vigora a missão de Maria e do discípulo amado. A Igreja vai se refletir em João e terá sempre como sua mãe, a Mãe de Jesus. Situada no interior de sua missão salvadora, Jesus confere à maternidade da mãe uma continuidade nova. Ele a estende à Igreja, simbolizada e representada pelo Apóstolo S. João. Escreve o Papa João Paulo II: “Maria entra de modo muito pessoal na única mediação, entre Deus e os homens, que é a mediação do homem Cristo Jesus”. Maternidade espiritual e universal de Maria, que se realiza aos pés da cruz, nas dores de um parto dolorosíssimo. Sua função é ser mãe, mãe do Filho de Deus, mãe da Igreja. Dimensão materna e feminina da Redenção.
       Eleva-se o hino cantado pela Igreja oriental: “As extremidades da terra vos louvam e vos chamam abençoada, e a vós clamam com amor: Alegrai-vos, puro Pergaminho, sobre o qual a Palavra foi escrita pelo Dedo do Pai. Implorai a Ele que inscreva vossos servos no Livro da Vida, ó Theotokos!”       

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